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terça-feira, 10 de abril de 2012

Sobre um determinado período de tempo 2



A vida não é tão poética como devia ser.
Se vivemos nos sonhos, no ideal, nas nuvens somos eternos, logo, não há a preocupação de viver.

Se acordamos com a ciência e a iminência do fim (cada dia mais mortos) -acordo todo dia com essa certeza - vivemos como se fosse a ultima oportunidade, logo, as experiências se tornam mais intensas, inesquecíveis, e assim, eternas.

Irônica essa vida... faz valer mais uma sacolinha voadora ou o vento frio na cara ou a certeza do calor do sol. Mais que as grandes escolhas da vida...

grandes...




Então vivemos para coisas pequenas? Para as coisas finitas? Eta vida besta!



Experiência e memórias acumuladas que desaparecerão comigo. Quando eu acabar e ao mesmo tempo eternizar.


Tá valendo a pena.

sábado, 7 de abril de 2012

Constatações de um feriado santo

Não sei explicar tirinhas, letra de música, obra de arte que gosto muito e meus sentimentos.

Acho que tá tudo bem virtual... isso me deixa meio tonta e confusa.

Crítica literária soa algo muito distante pra mim. Parece um universo paralelo quase que impenetrável.

(Diéci, quando você morrer o que será de mim e das noites?)

Viver intensamente...me sinto com uma euforia constante... (estresse?)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Revirando passado.

Isso que dá pegar cadernos antigos... relembrar sentimentos esquecidos e sentir necessidade de postar coisas não postadas.


Shevolândia -  um dia num churrasco por ai, quer dizer, em Osasco.

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Na época da Bienal:

Ir à longas distâncias, para conhecer o mundo. Sentimento de algo crescendo que enche por dentro; infiltrando o corpo parecendo algo claro e fluido. E nisso tudo, parece a dilatação do infinito, e percebo que sinto sentimentos contraditórios que sempre habitam a alma humana. Estou ao mesmo tempo feliz e triste.

O jeito como eu vejo não é como você vê e nem como ela enxerga essa música

( Reflexão após ver trabalhos do Alfredo Jaar. http://www.alfredojaar.net/ )

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Começo de dois mil e onze:

olha olha olha... conhece?
tempos atrás. festa, bebida, celular.
"é só pra chamar atenção". "só pra puxar assunto".
vestido colorido. chuva. cheio. vai e volta
tratar mal.
uns dias antes: mato. telefone. tratar mal. falar mal. ligar muito.
coincidências <---> ver ver ver
o que tem em comum. o que tem de diferente.
não reparar nos detalhes. presa no passado.
muitas coisas que destacam.
viagem. "certeza que uma hora..."
amigos em comum. irmão... "prometi que encontraria".
imprevistos. quebra do passado.
encontro. pessoa agradável.
oi. nem reparar, nem se importar. conversa mais interessante.
feira. chuva e sol. pastel de vento. sem dinheiro. chuva volta. embaixo da escada. chão.
chão vermelho. conversa sobre projeto. perdida.
jeito de falar chama atenção. dar importância. observar movimentação. pensar a respeito.
capacete. chão vermelho. compromissos. fim de chuva.
roupas sujas. puxar assunto. chocar. sem assunto. ficar sem graça. assunto de casa. projeto amanhã.
gênero e teatro. despedida calorosa.
dia seguinte. ansiedade. não atrapalhar. procurar.
distante. passa. fingir que nem ligo. oi atrapalhado.
apresentação. preparação para. observar. perdida.
fim da apresentação. ajudar. ficar perdida. todos e todas se cumprimentam. expectativa. fingir que não ligo. abraço gostoso.
embaixo. inicio de conversa, que vira uma roda de confraternização. fingir naturalidade. evitar olhar, demonstrar interesse. proposta de churrasco depois.
atenção: "será que ela vai"
fingir despreocupação. reparar movimentação. não come. muita gente se despedindo. "vamos no churrasco?"
vamos a pé. chuva muito forte. alagamento. carona. chegar ensopada. sem graça. "tá toda molhadinha". trocar de roupa. regata curta. camisa xadrez.
sentar do lado. não prestar atenção na conversa. reparar no jeito de falar. neto. patê de azeitona.
sentar fora. cerveja.
conversa. projetos. de pé. lugar pra ficar. empolgação. felicidade.
ficar estática. gostar da conversa. cerveja. se sentir a vontade. cerveja. pão e patê. banheiro.
troca de lugares. conversa. risadas. pão. cerveja. troca de lugares. reparar mais nas pessoas.
banco. encostar enquanto fala. batata. pão com batata. "finalmente algo que pode comer, né?". conversa. deitar no colo. fazer cafuné. cerveja. conversa. banheiro.
mais um no banco. todos e todas sentados e sentadas. frio. emprestar camisa xadrez. cobrir mão. pegar na mão.
conversa engraçada. atenção na brincadeira de mãos. conversa. vinho. cerveja. mãos.
troca de lugares. deitar. cafuné. "pega mais vinho pra mim?". vem junto. pega o vinho. seve. dá um beijo. " vou no banheiro, volta pra lá, as pessoas vão estranhar"....

(minha versão dos fatos. sem filtros. precisava fazer isso, apesar de não ter acabado.)



Dizem que lembrar faz com que nossos cérebro nos engane, trazendo a sensação de que estamos vivendo novamente os fatos; sentimos igual.
 foi bom. =)


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sobre um determinado período de tempo, término e eternidade

Essa raposa... eternamente responsável por aquilo que cativas, é um compromisso de tempo prolongado. Interessante é o peso do tempo,a seriedade que muitas vezes é dada ele. Mas a objetividade não acompanha o eterno. Afinal, morre-se a cada dia, perde-se cada hora. Tudo acaba, as horas, as tardes e noites. Então, o eterno fica nos detalhes, na atenção, na fala ou na falta dela, no olhar. Sabe momentos únicos, instantes acabam a eternidade? Então... contradição? Acho que não.
Esse é o eterno e o determinado período.

***

A chuva. Não adianta se molhar pela metade, pra sentir a força, sê inteiro. E quando ela decidir, se acaba. E ainda assim valerá a pena.
Esse é o término, determinado período de tempo e o eterno.



Pra anta maior.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sobre as fofocas do museu

Ae povo!
mais um trabalho audiovisual para avaliarem, verem, degustarem, criticarem e mais outros arem....

é isso.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

História de folhetim. Título: O mundo sobre ela. #2

[continuando]

Depois de muita espera, o prato chega. A mãe que ainda estava na linha não entende porque tanta afobação, e continua falando interruptamente sobre suas teorias de como sua filha pode parar de ser tão ... Só que nesta hora ela já não a ouvia. Disse: "mãe tenho que desligar. beijotchau". Desligou.
Comeu com tanta vontade aquele prato. Estava tão... FANTÁSTICO. Terminado, ficou ainda alguns tantos minutos parada, saciada. Pagou e saiu.

Renato acompanhou toda essa encenação como se fosse um filme ou novela da realidade, até ela sair sem ao menos dar um sinal de agradecimento.

Atravessou a rua, andou, olhou a calçada, as pessoas, as casas. Já era tarde pra começar a trabalhar e tudo estava maravilhosamente bem, sem motivo algum. Foi para uma praça do outro lado da cidade, lá tinham crianças bonitas chorando, animais não domésticos domesticados e todo um universo paralelo que existe num dia de semana a tarde. Nessas caminhadas de um banco à outro tropeçou numa pomba.

[depois continuo aqui mesmon]

domingo, 16 de outubro de 2011

História de folhetim

* som de quando se está submerso * um, dois, três, quatro....
Tchuáááááá! * respiração ofegante *

Molhada, de suor, levanta de um sonho. Quarenta anos de vida; de sonhos; de experiência ou de aparência? Não sabia, e quem sabe?

[Chega de perguntas para um texto narrativo]

É fato que ela tinha uma casa (não própria), um cachorro (de rua), alguns móveis (velhos), um carro (aos pedaços), um emprego (chato) e talvez alguém que a amasse. Mas naquele dia duvidou de tudo aquilo, se tinha um objetivo para ter essas coisas o perdeu pelo caminho. Resolveu então procurar.

Já era tarde, em torno de onze horas ou duas, quando pegou sua mochila da moda e saiu para rua. Destino: objetivo. Foi para o último restaurante que entraria na vida, sentou no lugar mais improvável e chamou o garçom. Estava com muita fome.
- Oi....é, boa tarde, moço. Queria pedir comida...aahhhn...traz... * pausa consideravelmente grande para uma fala normal* opratoquevocêpediriaseestivessenomeulugar. É. É isso...traz isso pra mim...por favor.

Renato, que naquele dia tinha fumado uns antes de ir para o trabalho, demorou para assimilar aquele pedido, mas gostou da proposta (talvez por estar muito louco) e aceitou participar desse jogo. "E agora?" Que grande responsabilidade foi dada a ele sem uma prévia ou preparo. Havia anos que não comia mais em seu trabalho, tudo já não tinha gosto, tudo igual. Alguns minutos pensando entre pedidos e entregas lembrou de já ter gostado muito do escondidinho. Era isso: o prato escolhido.

Ansiosa esperava por algo que não sabia o que era. E se viesse algo muito estranho?  "Ai droga...por que que fui fazer isso? Já vou ligar pra minha mãe pra me despedir. Fato que não passarei de hoje, intoxicação alimentar na certa e das fortes..."

[Tchubicontinuédi...]

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E se

E se eu fizesse do mundo uma bola oca de argila e quebrasse em muitos pedaços para depois reconstruí-lo da minha forma, iria ficar muito torto?

sábado, 11 de junho de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Procura-se Fernando Coneglian Saraiva

Aproveitando a vibe de efervescência do blog.. gostaria de saber se alguem tem algum contato do Fernando. Ou se o próprio surge.
Precisava falar com ele.

Valeus!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sobre o último (a palavra último como marcador de uma ordem cronológica, num tempo futuro, quem sabe mudar para um dos primeiros) encontro.

Constatei que as manhã marilienses são mais claras e empolgantes. Que um final de semana pode significar muita coisa. Que poderia existir um supensor de tempo. E não importa o que se faz, e sim, com quem se faz. Fim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Noite tensa.

Não saber o que sentir
Não saber o que fazer
Não ter com quem contar
Já é tarde?
Egoísmo? Insegurança? Ingenuidade?
E agora? O que será?
Essa é justificável? Explicável?

Medo... da minha mente
... da verdade
... do mundo
... das possibilidades
como tudo isso ironicamente se encaixa...

Pensamentos condensados atraem mesmo?

O "e se" que parece um instante suspenso...
Me perdoarei pelos desperdícios cometidos, pelas possibilidades imagináveis?
E agora, quem governa o futuro?
Como estão todos os outros futuros possíveis?
Posso escolher o mais fácil ou mais bonito?

Já vejo um futuro absurdamente inenarrável.
Que não quero imaginar.

Espero não ser profecia, e sim, apenas, e só apenas, agonia besta de quem inventa uma solidão ou tristeza para afastar o tédio das incertezas.

A imaginação aflora numa hora que não gostaria de sua presença.

Nem escrever consigo mais...
Cheiro, gosto e certeza que algo ruim já aconteceu...nada a fazer...

Luz acesa não diminui a culpa, nem a preocupação.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Taj Mahal

Ela, cantora de ópera. Ele, muito rico e apaixonado. Ele, manda fazer uma mansão toda pensada nela. Ela, vai embora.
A mansão fica,
no Rio, vira prédio público.

terça-feira, 15 de março de 2011

Vontade

O tempo que acaba...
isso que dá pressa.
Vontade de não perder,
desperdiçar.
Recolher o que dá,
os resquícios,
num potinho tão pequeno
quanto o que sobrar
e deixá-lo ali como lembrança.
(Sentimentos, sensações para recordar)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Constatações de uma sexta feira.

Na aula de História da Arte da América Latina:

* " As Lhamas não são comestíveis."

No Ibirapuera:

* As mães e crianças são "bonitas", já os adolescentes são "feios".

* O ar é sólido assim como uma gelatina invisível.

* É estranho ver um executivo de bicicleta, mais do que muitos adolescentes fumando narguilé (com conteúdos ilícitos, claro) às 15 horas.

* Não dá pra varrer a marquise com uma folha de Palmeira-triângulo.

* Queria ficar na roda das crianças de excursão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Brincadeira de cachorros.

Parte IV - Depois de Apenas um Saxofone * 

Do caralho! As coisas bonitas têm lugar para acontecerem. Têm exatamente o seu lugar específico. E tempo? Há um tempo determinado ou uma duração exata?
Incrível como as coisas vão aparecendo e parecendo certas, na medida certa. Mesmo quando erradas, certas. Ou será que são assim por não voltarem, não sabermos como seria de outra forma? Não deram a escolha de escolhermos como.
Ou será que é a poeticidade de agora? Talvez não, só a paciência e a calma. De viver.
As coisas bonitas têm o tempo de acontecerem, paciência e calma, acontecem.

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Obs: Descobri que os cachorros mudam, mas a brincadeira continua, sempre.

* Apenas um Saxofone é um conto da Lygia Fagundes Telles.
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Nesse daqui rolou algo mais dissertativo...acontece.


domingo, 5 de dezembro de 2010

FÉÉÉÉÉRIAS!!!

Férias férias férias!

Só isso que penso ultimamente.

Como estão as cotações para pessoas em Mariland?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vivo dito.

Vivo dito

A arte Vivo dito é a aventura do real, o documento urgente o contato direto e total com as coisas, lugares, pessoas, criando situações, criando o inesperado. Significa mostrar e encontrar o objeto em seu devido lugar. Totalmente de acordo com o cinema, a reportagem e a literatura enquanto documento vivo. Realidade sem retoques ou informações artísticas. Hoje estou mais interessado em gente que conta sua vida na rua ou no bonde, do que em um relato polido e técnico feito por um escritor. E por isso que acredito em quadro sem pintores e literatura sem escritores. Isso explica por que recentemente as artes visuais encontram, de forma consciente solução no acaso. Foi outra forma de descobrir o outro lado da razão. Entretanto, toda a nossa consciência, toda a nossa razão nos limita, e caímos, muito facilmente, em estruturas elementares e limitadas. “Sempre siga na direção oposta àquela esperada. É a única maneira de chegar a algum lugar”. Acho isso excepcional.
Não sei se já disse isso, mas devemos ir para a rua e não encará-la como um meio de transporte, como se tudo fosse um objeto comercial ou um bonde que nos leva de um lugar ao outro. Cada morte, ou melhor, cada corpo - direta ou indiretamente, claro – tem seu assassino. Embora não seja o momento de jogar a culpa em ninguém, já que isso seria muito pueril, muito simplista, acredito que os comerciantes contribuíram em grande escala para o desaparecimento da pintura, ao torná-la em objeto doméstico e comercial. As pegadas deixadas pelos meus sapatos no caminho de casa até a galeria são mais importantes que o cavalete que se vê ali. Não sei quem disse isso, mas concordo plenamente.
Uma obra tem um significado, desde que tenha sido feita como uma aventura completa, sem que pudesse prever o que aconteceria. Uma vez terminada, não importa mais,tornou-se um corpo. Então, que descanse em paz. O artista contemporâneo perdeu seu senso de eternidade. A passividade do público também deve acabar. Todo mundo sabe muito sobre sua própria vida, ou pelo menos parece saber. E o que mais podemos querer de uma pessoa, além do fato de ela dizer algo que faça seu interlocutor tremer? Vamos esperar que as atividades da Vivo dito resolvam as coisas do lado de fora e façam o público falar. Não vamos nos esquecer de que a Vivo dito está acima de qualquer aventura do contato real e direto com as coisas. As galerias são bordéis opacos que entraram em decadência ao lado dos açougues, padarias, mercados,alfaiatarias,teatros,metrôs,necrotérios,ruas e bordéis verdadeiros.
Conversa em um elevador, olhando para as manchas na madeira:
    • O que é melhor? Isto ou aquilo?
    • Isto.
    • Trazê-lo para ver ou trazê-los para ver?
    • Trazê-lo para ver.


Alberto Greco. Vivo dito. 1963.


Copiei e colei, e deu algumas diferenças..tipo, essas bolinhas são travessões... Texto foda! =D

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Pra descontrair...