sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1 Recomendação

Não vou começar minhas recomendações de filmes pelos melhores ou pelos essenciais, mas sim por um dos ultimos que vi. O filme Era Uma Vez Na América não é um filme excepciona, mas levando em consideração que é o ultimo de Sergio Leone e que ele opitou por fazer esse filme em vez de The Godfather, torna o filme pelo menos curioso de se ver. E ele não decepciona, pelo contrario é concerteza uma bela retratação do começo do crime organizado nos EUA e um bom filme de Gansters. Bom a recomendação vale mais para quem gosta do gênero do filme. Aqui vai um embrião de resenha sem spoilers, com uma análise mais técnica do que meus conhecimentos me permitem dizer mas... O filme Once Upon a Time in America é concerteza um dos maiores filmes que eu já vi, a epopeia de Noodles ( Robert De Niro) tem duração de 229min o que deveria ser um ponto fraco no filme, mas não é. Os primeiros 40 min são massantes e com poucos dialogos consequencia do costume de Sergio Leone de dirigir filmes de Western que possuem muitas dessas cenas, mas nesse essa tecnica não funciona muito bem e deixa o espectador perdido nesse começo de filme, mas com o decorrer do filme essas cenas ficam para trás e o longa desenvolve uma boa dinamica, que prende o espectador até o final do filme fazendo com que as 4 hrs de pelicula não paresam tão longa. As atuações são todas boas, mas podemos exaltar o sempre minucioso Robert De Niro com um papel principal muito bem desempenhado, James Wood que transmite muito bem a personalidade de Max e faz o espectador compreender certas ações do personagem e finalmente Jennifer Connelly em seu primeiro papel no cinema com apenas 14 anos e ja demosntrando que tem muito a contribuir para o mundo cinematografico, outra presença a se destacar é a do sempre expcional diretor de musica Ennio Morricone que apesar de não chegar aos pés de seus melhores trabalhos trar sua marca ao filme e compõe o tema principal muito bem. A ambientação de Nova York na decada de 20 está impecável e junto com a equipe de maquiagem, que trabalha exepcionalmente já que o filme não possui linha do tempo fixa, ambientão o filme exepcionalmente.

Fragmentos

-Você quer bolacha?
-Quero
Mão no azul, reflexo azul da cortina
Tentei limpar o chão, a sujeira espirrou na parede, não limpei.
Meu pescoço está doendo.
O que acontece? Por quê?
-Você quer bolacha?
-É, me dá logo!
Gosto estranho, mas bom.
Por quê?
Não deu certo, tem que ser natural.
Pára!Você pirou hoje.
Não, só estou fluindo.
Credo. Não flui mais.
-Vamos conversar?
-Aula 47
-Não!Falta sete!
-Falta nada.
Você pirou,a húngara também acha.
Fica quieta.
Por quê? O palhaço?
É, achei nojento.
Eu também. Isso é bom.
Isso o que?O que você fez?!
Nada.
Desisto.
Ah, vai desenhar.
Não, só consigo rabiscar.Traços, desejos de perspectiva.
Será que eu consigo?
Meu futuro!Estuda agora!
PREGUIÇA!Droga!
Vai, senta, você precisa.
Vai,muda,cresce.
NÃO!Fique aí, não vou.
Olha a luz!O vapor é tão legal.
Queria morar nessa casa.
Eu quero uma câmera.
Eu quero a vida.
Não, você não quer nada.
Caneta rosa.
Barulhos de régua.
Risos.
Gosto estranho.
Olha o reflexo!
Conversas.
Bocejos.
Saudades.
Lembranças.
Murmurinhos.
Você está estranha.
Não entendi.
Nem eu.
Distração.
Dor nas costas.
Pés.
Cheiros.
Quero ir ao banheiro.
Por que eu não vi nada?Não li nada?
Tem problema?
Tenho ciúmes.Demonstrei.
Foi o seu sorriso.
Deixa pra lá!Não quero ser assim.
Não vai.
Não mesmo.
Estou com sono.
Acordei.
Sapato de feijão preto.
-Que palavra marca essa transformação? [silêncio]
Alguém... Alguém...
RAC, RAC, RAC.Blocos de jeans se soltam.A tesoura pára.Ela está cega, é de criança.Não tem ponta.
Preguiçosa, reparadeira.Sonolenta.
-O que ele está falando?
-Vamos discutir a dinâmica dos relacionamentos amorosos: QUANTO dura um amor?
Sei lá, é a rotina, não é o amor.
Também acho.
Alguém se acomodou.
Saudade.
Faz uma surpresa.
Sim.
TICH, TICH (manivela) TICH, TICH, carvão!Funciona, funciona!
Viu?Quem mandou querer ser criativa?
Fica na tua.
Ele está filosofando?
Ai!Piada escrota!
Foi podre,mas ela é fofinha.
O quê?É só uma criança.
O chão está cheio de blocos de jeans.
Ninguém quer ouvir.
Sono.
Provas.
Sou uma aproveitadora.
Ano que vem.
A caneta caiu, pegou.
Silêncio.
Só um pezinho sacode.
Se aqui tem C, o que tem aqui?
G.
Sonolência.
O pé já não sacode.
Olhos pesados.
Estou pregada no chão.
As janelas estão fechadas.
Quero ar.
Tem alguém ouvindo música.
Aconteceu, olha eu.
É, você até que é legal!
E aí?O que é arte?
Não sei.
Ana e Lídia

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Recomendação!

Vi um filme belíssimo esses dias e queria recomendar pro pessoal do blog: Dança Com Lobos. Talvez já tenham visto, mas pra quem já viu ainda recomendo que reveja. É um forte retrato do período pós-Guerra da Secessão/Fechamento das fronteiras dos EUA. Trata-se de um período histórico marcante que foi mostrado de forma muito real no filme. Fora o peso histórico do filme, ele ainda conta com grandes atuações, grande diretor, uma fotografia estupenda e uma trilha sonora digna do Oscar. Mas o mais importante é o que o filme faz uma profunda análise sobre nossas próprias fronteiras, sobre a natureza humana, ergue um espelho para a sociedade americana da época e tem uma forte lição no seu decorrer. Bom, tá recomendado! 5 estrelas

domingo, 16 de agosto de 2009

um peqeno e breve post sobre o André, pai da Ariadne

– Eu vou pagar também. – André parou onde estava. – Quanto você quer? É só dizer.

André respirou fundo, aguardou um momento e então continuou. Abriu a porta e saiu.

– Vinte mil.

– Senhor...

– Cinqüenta mil.

– Senhor...

– Setenta mil.

Neste ponto, André tinha um combate interno para resolver. Precisava dinheiro. Se corromperia por setenta mil?

– Cem mil. Minha última oferta.

André sentia que ia fazer uma besteira.

Era treinado para isso. Bastaria uma bala. Quanto tempo trabalharia para ganhar o mesmo valor? Um ano, um ano e meio? Era uma tarefa fácil. Um cartucho e tudo resolvido. Ninguém saberia.

– Cadê o cara?

– Ele geralmente fica na esquina, observando minha casa. Da janela do quarto dá para ver perfeitamente.

André colocou o silenciador no cano do M4 e foi para a janela. Era muito óbvio que o homem na esquina estava rondando. Ele fumava encostado na parece do outro lado da rua e a todo momento olhava para a janela em que André estava.

– Apague a luz. – Disse André – e vá para a janela da sala.

Jorge obedeceu. Como esperado o homem agora olhava indiscriminadamente para a outra janela.

“Muito bem, André. Só uma.” Pensou.

Pela mira telescópica André via o rosto do homem. Um rosto comum, um tipo comum. Alguém vai sentir falta. “Que pena”.

O disparo silenciado pareceu ecoar aos ouvidos de André. Quando fechava os olhos ainda via o homem no momento que a bala atingiu sua cabeça. Com certeza não morreu na hora. Ainda vivera segundos o suficiente para temer mais dor, mas não o suficiente para saber de onde viera o disparo, e nem saber quem foi seu assassino.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

mais uma longa história da Ariadne xD

O último sinal das aulas já havia tocado há dez minutos. Ariadne não tinha vontade de voltar pra casa naquele momento e estava sentada no chão do pátio pensando. Alguém sentou ao seu lado. Ariadne olhou de má vontade e reparou nos lindos olhos cor de mel que a encaravam. – Tudo bom? – Perguntou ela, tinha uma voz bonita e suave. Foi como se Ariadne entrasse em transe e como não respondeu, ela repetiu a pergunta. – Tudo bom? – Ah... sim? – Disse olhando para o chão e ficando vermelha. – Você tem medo de mim? – Perguntou ela sorrindo. – Não. É só que... sei lá. – Respondeu sem jeito. “Que sorriso lindo!” pensava. – Então, tá – Respondeu ainda sorrindo. – Meu nome é Danielle, e o seu? –... Ariadne... – “Nome lindo também...” pensava quase perplexa. – Mas... meus amigos me chamam de Ari. – O.K. Os meus me chamam de Dani. Tá esperando seus pais? – Na verdade não. Eu volto de ônibus. – Mas você tá aqui. – Disse rindo. – Já poderia ter ido embora. – Concluiu. – Não que eu queira que você vá! – Completou apressadamente, ficando vermelha também. – Não, tranqüilo. – Respondeu sem jeito. – Eu não vou agora. – Ah... – Respondeu Danielle nervosa. Um curto silêncio se formou, mas Danielle o quebrou. – Então... Ah... Você ouve t.A.T.u.? – Aham! – Respondeu surpresa. – Você também? – Uhum. – Qual é a sua música favorita delas? – Hum... 30 Minutes. – Respondeu Danielle confiante. – How Soon is Now. – Também é muito boa. Elas conversaram por umas três horas, pareceram 10 minutos. Quando de fato iam embora, Danielle a pé, pois morava perto da escola, e Ariadne de ônibus, esta ofereceu o rosto para um beijinho de despedida, mas Danielle lhe deu um selinho. Ariadne ficou surpresa, não esperava por isso. – Desculpa! – Se apressou Danielle. – Eu não devia... – Não... Tudo bem. – Respondeu Ariadne sentindo o coração disparado. – Eu só... – Mas as palavras não vinham à boca. – só... eh... Eu preciso ir... Ariadne virou-se de costas e começou a andar depressa. – Desculpa. – Sussurrou Danielle preocupada. Danielle ficou no mesmo lugar. Ariadne olhou pra trás e fitou Danielle, reparou nos cabelos, na franja que quase lhe cobria os olhos e na boca... A boca vermelha, quente. Não conseguiu se controlar, andou até Danielle com passos firmes, ficaram frente a frente e antes que a garota pudesse fazer qualquer pergunta ou pedir-lhe desculpas novamente, Ariadne a envolveu pela cintura, tal qual tantos meninos haviam feito com ela. Danielle não hesitou, logo as bocas estavam unidas e as duas garotas trocavam o que poderia ser o beijo mais inesquecível de sua vida. Ariadne passeava pelas costas de Danielle enquanto a outra brincava com seus cabelos, tudo com a naturalidade que para os outros não existiria. Havia sim o medo de serem pegas, mas o desejo de estarem juntas era maior ainda. O toque dos lábios era intenso, quase como se cada vez que se aproximassem saíssem raios de suas bocas. Danielle tinha gosto de morango, e Ariadne decidiu que a partir daquele dia morango seria sua fruta favorita, passaram-se minutos até que tivessem coragem de se separar. Ariadne deu um sorrisinho para Danielle, virou-se e saiu andando. Danielle voltou a olhar para o chão. Mas dessa vez com visível alegria. Com co-autoria da própria Ari =]

domingo, 2 de agosto de 2009

num pensei no titulo =T mas axo q um bom seria "Você nunca me entende!"

– Você nunca me entende! – Disse Ariadne quase aos berros. – Não é verdade! Você sabe q... – Contrapôs André no mesmo tom, mas Ariadne o interrompeu. – É verdade sim! Tem dois anos que você nem olha direito pra mim! – André esboçou uma resposta, mas pareceu se perder em algum pensamento. – Depois que aconteceu aquilo, você mal olha na minha cara. E eu nem sei porque! Você não gostava dela mesmo! André baixou a cabeça, digerindo o que Ariadne lhe dissera. – Qual é, pai? Qual é o meu problema? E por que você não fala comigo? – perguntou vendo que André não reagia. – Nenhum. – Murmurou. – O problema é comigo... – É, mas com Ela – Disse apontando para a madrasta, que comprava algumas balas para o filho, antes de concluir em tom acusatório: – você não tem nenhum problema. – É completamente diferente. – Respondeu. – Ela é minha mulher. – Mas Ele – Apontou para o menino, que sorria para a mãe. – é tão seu filho quanto eu. – Ariadne, por favor... – Falou sério. – o Lucas tem quatro anos. – Exato. – Falou Camila completamente absorta da conversa dos dois, voltando à mesa com o filho Lucas. – E fará cinco em alguns meses. É bom começarmos a pensar na festa, não é, amor? – Sim, sim. – Respondeu André olhando para a filha como se pedisse desculpas, ao que esta lhe respondeu com o maior desprezo que pode demonstrar. primero post /o/ (de mtos espero xDD)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Escola de almas (nossa, que nome forte)

Só uma luz azul, cigarro e a lua no céu mais bonito,já tinhe scurecido (óbvio, para ter uma lua decente). Tentar só mais um pouquinho...tempos que nunca mais voltarão, algo não muito bom mas também não muito ruim. Devaneios de uma memória falha e insistente.
Ele com os seus 65 anos ou talvez menos, já tinha perdido a noção de tempo, cuidava como nunca cuidou de alguém dos cachorros, que talvez não seriam seus, pelo menos não na teoria. Houve uma interferência repetina que por um instante achou que mudaria sua vida pra sempre. Voltou no galpão com toda calma de alguém que já não tem outras pessoas para se preocupar, tinha os cachorros. Os vizinhos, que eram muitos, não gostavam dele. Ele, no galpão, procurava as coisas certas para o improviso,havia ali muitas coisas perdidas no tempo assim como ele, talvez. Arranjou outro filho - "Parece um leão" - tratou de cercá-lo com todos os materiais certos improvisados de forma extremamente perfeccionista. Era um super-homem, e lá do lado dem saber jogavam água na calçada enquanto caia a chuva. Chuva talvez, que ninguém notava. Esse amor e dedicação daria, dava, para a humanidade, só de estar ali, talvez, já estaria fazendo para a humanidade, assim como o ser que jogava água na calçada ou o garoto que entrou na árvore e saiu com uma sacola azul. Todos, participando de seu universo, do universo, da realidade, sem ele notar pelos poderes humanos. Ele, sempre só, apesar de todos os filhos. Virou ela, com seus seis filhos. Um loiro, o outro moreno, outro cinza, outro quase ruivo, outro castanho claro e outro parecendo outro. Ela não sabia escrever, não sabia, diferente daquele jeito de dar dó, de programas sencionalistas ou documentários chatos. Escrevia...(bom, depois eu continuo)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mais frio.

No primeiro dia - Tchau, beijo no rosto, até mais. Vamos marcar alguma coisa pro final de semana, eu acho que eu volto no domingo pra sair com a galera. Mas você não quer ficar em casa, a gente não tem aula segunda! Não, não, eu volto, não tem problema, você vai ficar o final de semana todo né? Vou. Então eu volto. Tá (sorrindo por dentro). No outro dia - Se agarrando com outra garota. E no próximo - Ah, você não consome o ato logo! Que lerdeza, hein... Tão de agarrinhos e nada de beijo pra valer. Quem disse que não consumi? A gente ficou ontem, haha. Ah, mas sei lá, eu não tava esperando que a gente ficasse. Era só amizade mesmo. Aí o clima mudou esses tempos e acabou que foi. É, o clima mudou mesmo. Pra tempestade de neve.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Frio

Frio. Nossa, esqueci minha blusa! Justo hoje que resolvo usar essa saia indiana, esfriando à noite, faculdade em lugar aberto e ventanto à beça. Oi, quer minha blusa emprestada? Você nao vai passar frio? Não, não to com frio, pode pegar. Uau, ele me deu a blusa, deve ter ficado ridicula com essa saiona e uma blusa 2x maior que eu, mas é dele, e ele me emprestou, que gracinha, haha, não vou tirar nunca. Ei, ainda to com a sua blusa, quer de volta? Não, to indo pro ponto, pode usar até o meu onibus chegar. Ah, obrigada, eu congelaria nesse vento se ficasse sem. Imagina, sem problemas, se quiser me devolve amanhã. Não precisa, te devolvo hoje ainda. Olha, é teu onibus, vc não vai? To indo, to indo, vc vai ficar aqui sozinha? É, nao tem problema. Fiquem com ela até o onibus dela chegar pra ela nao ficar sozinha, galera. Ok. Ei! Sua blusa! Tudo bem, me devolve amanhã! Catálogo Athena, biblioteca virtual, Faculdade de História, Direito e Serviço Social - Campus de Franca. Busca: Beijo. "O beijo" - Danielle Steel. Rasgo um pedaço de caderno e anoto: F S826b a t. Pedacinho de papel no bolso do moletom. Pode ser que ele nunca chegue a ver o papel, que perca pelo caminho, que ache que não significa nada. Pode ser que amanhã alguém esteja entre as estantes da biblioteca procurando por algum livro... obs. Qualquer semelhança com a realidade nao é mera coincidência ;)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sugestão de filme.

Um filme que assisti ontem muuito bom e que recomendo é Muito além do jardim. É de uma leveza e sutilidade incrível sobre coisas nem sempre são tratadas assim. Quando terminou o filme me senti meio idiota, mas aquele idiota de como nós complicamos demais as coisas e que na vida não precisamos lutar, procurar por algo ali longe, as coisas estão aqui e sempre estiveram. A vida é simples e pede simplicidade. =) O nome original é "Being There". Ficadica. (momento alternativo da minha parte)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Nada a dizer ou declarar

Como há tempos ninguém posta aqui lá vamos eu...aeuheahuea (tosco tosco tosco) Ontem tava mor brisando num texto legal pra escrever aqui... mas quando fui em direção ao computador a Flávia tomou posse. Depois, esqueci como arranjei todo aquele encando de escrever algo e desisti. Prefiri jogar boxe por pleisteixiom... Ééé.. to sentindo falta de programas mais cults na minha vida, estouo perdendo alguns neuronios de graça. Agora vou fazer pipoca e assistir algum filme que aluguei. ^^ (y) Ah! Vou pra Marólia!!! \o/ Vamos nos reunir Groove! Alguém estará fora?!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Responsabilidade

A maioria das pessoas se lembra de sua infância com um bom tempo. Pensando bem, o que tinha de bom? Ausência de responsabilidade. Na maioria das vezes isso nos faz sentir livres para criarmos relações, conhecer novas coisas e lugares e as coisas que fazíamos de bom em nossa infância. Porque nos sentimos tão bem quando estamos livres de responsabilidades? O que incomoda tanto no conceito dever? Pagar contas, estudar, trabalhar, cuidar de nós mesmos. Todas estas coisas custam às vezes até demais de nós. Será hipócrita então um ser que estrutura uma sociedade de modo a exigir cada vez mais de seus membros e vive se queixando disso? Talvez, mas esta não é a única coisa com a qual podemos nos sentir hipócritas. Muitas coisas ao nosso redor, muitos dos nossos desafios, fomos nós que buscamos por eles. E a liberdade de escolher nossas futuras responsabilidades nos dá a sensação de que somos nós que construimos. É provável que seja verdade, aquilo que buscamos com coragem conseguimos. Mas ao mesmo tempo é muito fácil se queixar de seus problemas ou das pessoas. Admitir seus próprios problemas não é nada fácil. Os mais velhos sempre ressaltam como a vida adulta exige de nós. Será o conceito de difícil uma própria barreira nossa? Afinal, o que faz nossos problemas às vezes tão insolúveis? Criamos nossos medos secretos e lutamos com ele às vezes da melhor forma que pudemos ainda que sem resultados. Olhar o outro lado de um problema, admitir preconceitos, mudar, aceitar críticas são o tipo de coisas que costumamos evitar cegamente. Se em um dia você afirma que tudo tem vários lados, no outro você culpa sua sorte pela sua reprovação no vestibular. Às vezes até nos escondemos na idéia de que algo externo provocou a situação, de que é um pagamento por algum pecado, de que tudo faz parte de um plano; é claro, o pensamento mais confortante. Somos capazes de ir muito longe com nossas mentes, mas às vezes nos esquecemos de que justamente foi nossa mente que nos levou lá. Sempre seremos nossos maiores inimigos.

sábado, 13 de junho de 2009

O tiotio também escreve.

O Peru que fala. Meu Pai... Alfaiate... Luiz Marquesi Minha Mãe... Excelente Dona de Casa... Albonea Brancalhion Marquesi Família que na época eu já considerava grande... quatro homens, com nomes iniciando pela letra L, e três mulheres, ou meninas, como chamo até hoje, com nomes iniciando com a letra N. Eu particularmente, por ser o caçula, escapei de me chamar Lauro, e meu pai sabiamente ouvindo a Rádio nacional do Rio de Janeiro, descobriu o "Laudizio... mago das jóias..." e o acréscimo veio no dia do aniversário, inspirado no Santo do Dia... São Jorge. De Garça, interior de São Paulo, para o "Parque Peruche", na São Paulo de 1955, foi um pulo... Minha irmã Neide veio na frente em 1954 e foi ser "telefonista" no Hotel Jaraguá, ali no edifício do atual jornal Diário de São Paulo, na época d`O Estado de S.Paulo. Com o advento das comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1954, foram enormes as comemorações, com uma São Paulo brilhante e recebendo artistas do cinema norte-americano. Na época já existiam as transmissões de TV, para "poucos privilegiados" e o Rádio continuava imbatível... Vamos dar um salto no "tempo" e vamos a 1958... Que ano maravilhoso... Brasil Campeão do Mundo na Suécia... ano em que nascia para o futebol Pelé... Transmissões de Rádio via "cabo submarino da Europa até Pernambuco" e depois "via micro-ondas pelas repetidoras"! Ao microfone, Edson Leite, Pedro Luiz... e apesar do "chiado" a festa era muito grande cada vez que o Brasil marcava um gol... Final de Copa, 29 de Junho de 1958, dia de São Pedro, milhares de balões com as cores do Brasil e um foguetório enorme... Que emoção... que alegria... Mas vamos a Setembro daquele ano... Tinha na época um programa na Rádio Nacional, hoje Globo, com um apresentador novo que viera do Rio de Janeiro e que por ser muito vermelho, era conhecido como "o Peru que fala", e seu programa era feito durante todos os dias às 12 horas... Um belo dia, ele apareceu na porta da minha casa ali na Avenida Casa Verde, 1130, e perguntou se usávamos os produtos "Cruz Azul"... Naqueles tempos as opções eram poucas... e é claro que tínhamos "Cera, Desinfetante e Creolina Cruz Azul...”, logo, minha mãe foi contemplada com uma "panela mágica"! Ao meio dia, a patotinha que não trabalhava ouviu "ao pé do rádio" com muita alegria e emoção pelo "Peru que fala", ou como hoje é mais conhecido... "Sílvio Santos"... Com certeza, muitos amigos atuais agora irão saber, de onde vem esta minha "fantástica paixão" pelo Rádio. Laudizio, ou Jorge, ou Marquesi... Os três numa só pessoa! Foi o Tio Jorge, pai da Dép quem escreveu. Esta história é verídica.

Eu odeio Rock N' Roll

Imagine de repente você se encontrando com trinta anos? Tudo aquilo que sonhou para tua vida quando mais jovem… uma profissão estável, a garota que sempre sonhou e que nunca lhe deu a mínima chance. Ela, casada com você, filhos adoráveis, imóveis, carros, dinheiro, futuro e uma aposentadoria garantida em viagens a outros países.

Agora volte a realidade e note que nada disso aconteceu. Você trocou todo este sonho americano de sociedade perfeita por uma vida bandida de roqueiro de fins de semana. Loucura de uma vida sem rumo… dinheiro para comer somente durante um dia, um emprego instável em uma loja de discos de segunda, onde apenas moscas e fãs de rock progressivo vão para achar porcarias velhas e sujas, como o primeiro LP do Deep Purple.

Este sou eu, acredite ou não. Eu tive a liberdade de seguir aquele primeiro caminho, mas uma garota chamada Ana me trouxe pra cá, neste beco escuro, imundo e sem volta. Por isso, mais uma vez repito enquanto apago meu décimo cigarro do dia, que começou pra mim há quarenta e cinco minutos atrás, por mais clichê que isso possa parecer: Eu odeio o rock n roll!

Não esse texto não é meu ... mas como é um texto que eu gostei bastante resolvi postar aqui =P Créditos : http://www.nerdssomosnozes.com/

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Irresistível

Conto-lhes um conto noturno. Era uma moça, bem conhecida, fazia um social básico pra não perder o 'conhecida'. Descobriu quase acidentalmente que tinha um admirador secreto. Esse era um garoto muito quieto, misterioso por isso, sempre a observava e depois de um tempo começou a seguí-la. A moça logo percebeu . Situação tamanha que ela já até tinha desgosto da companhia pesada, porém ausente do misterioso. Essa incoveniência do garoto se tornou algo obsessivo . Oh Gosh! Tentava disfarçar seu incômodo conversando em roda...sempre com pessoas ao redor. Nunca só. ---Nunca só--- Bateu o sino de término, ela andava pelos corredores e ouviu passos rápidos que acompanhavam seu ritmo. Era ele. Sem dúvida! Correu para o banheiro feminino, lá estaria segura, isso se ele tivesse o mínimo de bom senso... digamos moral, num sentido fraco. Porém, ele não o tinha. Ela entrou na última porta, onde tinha uma grande janela que dava para o viaduto mais movimentado da cidade.É óbvio que nunca ninguém entraria naquele sanitário, então lá ela estaria salva duas vezes.--- Fique imaginando amiga---. Ela pensa numa solução para a perseguição: se entregou ao admirador com cara de "que coincidência você aqui", apenas para não mostrar seu extremo medo e para evitar o susto da descoberta. Num veloz salto ela pula em suas costas e começa a tapeá-lo com soquinhos mais mesquinhos que a palavra 'soquinhos'. "Basta!!! Seu louco. Deixe-me em paz. Pelo amor de Deus!!" Ora, que deslize total ela cometeu. Percebeu todo aquele charme de mistério, e se lançou em beijos de alface americana fresca. Vai querida, "escarra nessa boca que te beija". Não dá, é irresistível. Chega né. Vamos embora, já deu a hora. Até amanhã. Até. Se cuida! Desculpe caros leitores, mas este conto noturno me ocorreu desse modo, assim como seu término, cheio de obscuridades e rudezas. Adeus.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

parar pra viver, yeah yeah yeah

"A geração que acredita..." Às vezes me pego cantando músicas antigas, carga extra de lembranças e nostalgia dos tempos e amigos que passaram. Lembram quando fazíamos planos e saíamos todos juntos, como se o tempo fosse algo muito distante e os anos não se passavam? Ainda me lembro quando eu aprendi a cantar músicas novas que hoje não ouço ninguém mais cantar. "Num mundo novo, onde todos querem a paz..."

sábado, 23 de maio de 2009

Orquídea de Sangue

Observava as orquídeas com carinho, quando a porta da estufa se abriu. Era meu marido:
-Você não vem?Seus pais já chegaram.
-Estou indo. As crianças estão prontas?
-Até quando você vai chamá-los de crianças?Já são adolescentes.
-Até quando eu quiser. Vá na frente e diga que já chego - ele fechou a porta com força ao sair.Respirei fundo, em alguns instantes seria a esposa dedicada muito feliz pelos seus 25 anos de casada.
Mal entrei na sala e meu marido disparou seu clássico elogio:
-Como você está linda! - tive que abrir um sorriso, fazia parte de nosso teatro.
Os convidados foram chegando, as risadas aumentaram, os salgadinhos foram servidos. Tudo acontecia como o planejado, quando meu cônjuge começou a paquerar uma amiga na frente de todos. Sabia que ele tinha amantes e não me importava.Mas deixar claro para nossos amigos e parentes o quão falso era nosso casamento, fazia meu sangue ferver.
Felizmente, minha melhor amiga me chamou para o jardim, dizendo que precisava contar algo importante. Quando estávamos bem isoladas da festa, ela olhou nos meus olhos e disse:
-Estou noiva! - a sensação foi a de um soco no estômago.Dois segundos depois meu automático, bem treinado, abriu um sorriso, desejou felicidades e a abraçou.Depois ela começou a contar detalhes do pedido, das idéias dela pra festa.Poderia até parecer que prestava atenção, mas minha mente estava ocupada com recordações das tardes maravilhosas que passamos juntas na estufa, compartilhando nossa paixão por orquídeas, nas festas, nos jantares, nas risadas... Não conseguia acreditar, ela sempre dissera que o casamento limitava as pessoas, que estragava qualquer relação!Provavelmente depois da boda, não passaríamos tanto tempo sozinhas.
No decorrer da festa, fui tomando consciência do vazio que existia dentro de mim e que durante muitos anos, eu maquiara. Foi ficando cada vez mais difícil sorrir para as fotos. Quem era aquela mãe?Aquela esposa?Eu era totalmente diferente, eu não queria ter um marido, talvez não quisesse ter filhos.
Quando percebi, a festa tinha acabado.Meu automático tinha cuidado de tudo, como sempre. Achei que devia ir para a cama, mas quando fui apagar a luz da cozinha, vi os talheres secando no escorredor. Então me lembrei da técnica de entalhe que minha amiga tinha me ensinado, era relaxante.Decidi entalhar uma flor na mesa da estufa, peguei uma faca.
Já estava no meio do quintal quando ouvi a porta da cozinha se abrir. Congelei. Sabia que era ele:
-Vai chorar pelo casamento da sua amiga? – não me virei, ele se aproximou e sussurrando, continuou-Que pena!Ela ama o noivo, não você... - “Estou noiva!”,lágrimas escorreram pelo meu rosto-Nem ela te quer... - lembrei das cartas apaixonadas que escrevera para ela,há muitos anos- Você se tornou amarga - pais tradicionais, namorado obcecado - Você nunca tentou me amar - chantagem-Só não peço o divórcio por causa do status - medo, casamento, frustração-Mas eu te odeio!
-Eu também.- respondi com voz trêmula.
-Começou a perder a covardia?- me virei para encará-lo, sentia um profundo ódio-Você sempre foi covar... - com um movimento rápido, cravei a faca em sua barriga, ele tentou me bater, mas eu estava muito forte, tapei sua boca e o derrubei no chão. Eu estava completamente cega pelo ódio, não me importava se ele estava sentindo dor, se seu sangue estava espirando em mim, nem se meus filhos estavam ouvindo.
Não me lembro de quando parei , quando voltei a mim estava sentada em cima dele,coberta de sangue. Eu o golpeei dezoito vezes. Inconscientemente, entalhei uma orquídea em seu peito.
Deitei-me ao seu lado, estava em paz.
Acordei com os primeiros raios do sol e, por um instante ousei pensar em um recomeço. Olhei para o corpo de meu marido. Que belo recomeço de vida, eu seria presa, meus filhos e minha querida amiga me odiariam, sentiriam vergonha pela minha covardia.
A minha vida era um fracasso. Não tivera coragem quando deveria e assassinara meu marido. Só me restava uma saída. Corri para meu quarto e peguei um lençol. Escrevi uma carta para meus filhos. Deitei-me novamente ao lado dele e nos cobri. Em pouco tempo, o sangue que saía de meus pulsos manchou o lençol. Era a última vez que nos deitávamos lado a lado.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desconstruindo o cotidiano.

Quantidade maior ou menor de pessoas indeterminadas! Conto-lhes um sonho meu. O ruim é que selecionei um que não revele o que reprimi e que agora está em meu inconsciente. OK!? Não achei algo transcrito após meu despertar forçoso ( esta palavra me lembra o Professor Moraes de biologia, quando nos dizia que algumas plantas são coloridas,ou seja, VISTOSAS...forçosas é bem parecida foneticamente). ^^ Estou vos enrolando. Uhumm. Beeem.... AH! Vou escrever-lhes as cirscunstâncias da prosa que tive hoje, sexta, com meu colega de faculdade. Ele se chama Rubens, é casado e tem 3 filhas e um cachorro que se chama...não lembro.=P Tudo começou quando ao me dirigir pro metrô percebi que teria muuuito tempo livre antes do almoço...então me veio uma vontade de ir a algum sebo. Sei que Rubens tem como programa cotidiano ir aos sebos na sextas- feiras. Procurei-o e ele concordou em irmos juntos. _______________TO BE CONTINUED________________ JÁ QUE ESTAMOS COM FALTA DE LEITORES E NOSSAS PRODUÇÕES ESTÃO EXCESSIVAMENTE EM EXCESSO, CONTINUO NO BLOG Em idéias! Para continuar a ler este...humm...texto clique no link abaixo: http://www.prizapozzoli.blogspot.com/

Fala sério...ótima jogada de marketing! ;)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Maria Amélia poderia ser o nome dela.É um nome bonito.

Foi ontem mas vale por hoje, vale enquanto estiver na memória. Uma moça aos seus 33, 34, 35 ou talvez 36 anos. Extremamente cansada, olha, não só olha, observa as pessoas ao seu redor, tomando pra si a essência que emana de cada um ali. Em seu tour de sucção essencial encontra o meu olhar, não desvia,pelo contrário, busca entrar na mente. Não desvia, como todos fazem com medo de assim revelarem seu mais íntimo ser, e ainda por cima toma a minha função de tentar entrar nas mentes das pessoas... que absurdo! Desvio o olhar. Auto-decepção, devia ter mantido, não é sempre que encontramos amigos. Ela, mantem o brilho especial no olhar que contrasta com a fisionomia e está para ir embora. Pego o caderno, dá tempo, dá tempo, vai dessa vez não irá se arrepender de não ter feito. Um bilhete, colocar na bolsa? Dar pessoalmente? ou colocá-lo no capuz da blusa? Ela está ainda lá, aora, na minha frente, é a oportunidade certa. "Apesar de tudo. Ainda há um um brilho no olhar." Este é o bilhete que nunca escrevi, algumas palavras, até mesmo a frase inteira pode ter se alterado no caminho... Mais um dia, cansado, lento e vivido. Mais uma vez uma vida passageira perdida. Lala lalala la la lalala la lala lalaala lá. Falta algo. Na hora certa será lembrado.

sábado, 16 de maio de 2009

Fuga fuga fuga.

Artista não, artista não mesmo. Nem o idealizado nem o real. Todos são meio forçados (pausa), esteriotipados. eahueahueahueahua (pausa) haha. Franz Weissmann, um dia decoro esse nome. Mas vamos pra outro artista. Kurt Schwitters,esse quase decorei. Esse é o cara da MERZ. Lindo demais. A desconstrução já foi toda desconstruida e teorizada? O que nos resta? Chega de arte, isso mata. Mas isso também é toda vida. Pois então entramos num dilema cuja a problemática...eahueauheauhaeeauaehuaeuh Arte e vida, Marlene. Precisamos de outra guerra ou já estamos em uma? CLICK tá tudo voltando CLICK tá voltando CLICK TÁ TUDO VOLTANDO e nada é por acaso. Dúvidas e certezas nem tão cetas e nem tão reais ao ar.