terça-feira, 15 de setembro de 2009

O recomeço

Gravata ajeitada, véu posto. Flashes, flashes, flashes. Igreja e branco. Não sou católica nem virgem. ‘Mas tradição é tradição’, disse minha futura sogra. Festa glamourosa, tudo o que sempre sonhamos nos nossos seis meses de namoro/noivado.
O que tínhamos em comum? Fomos padrinhos do mesmo casamento. Ambos sentíamos aversão à festas de família, pois todos nos cobravam por sermos solteiros.Tínhamos ilusões em comum.E queríamos um casamento perfeito.
Lua- de- mel na Grécia.
Apartamento dele que com uma breve reforma virou nosso.
Olhares. Sorrisos. Dias inteiros de amor. Felicidade. Perfeição.
Um dia ele fez xixi na tampa da privada e eu estava na TPM. Primeira briga. Banal.
Segunda briga.Acusações da primeira voltam a ser feitas.Foi o começo do fim.
Terceira. Quarta. Quinta. Sexta... Perdi a conta.
Um ano de casados.
Festinha bonitinha no ninho. Mas para nós era tudo meio forçado. Só no final da festa é que conseguimos sentir a velha ternura.Naquela noite, fizemos amor como no início.Decidimos salvar nosso casamento. Fomos ao divã. Exercícios. Análises. Vamos discutir a dinâmica do relacionamento.
Frustração.
Novo terapeuta.
Vocês trabalham bem em equipe?
Comunicação não violenta.
Paciência.
Meditação.
Renovar o namoro.
Tudo inútil.
Eu o acusava de ser falso.Ele dizia o mesmo de mim.
Depois de meses consegui enxergar o quanto eu havia ‘mudado’.Na realidade havíamos mostrado um ao outro apenas nossas melhores qualidades.E quando tivemos de viver efetivamente a vida em comum, não conseguimos manter a seleção de personalidade.Decepção pessoal.
Domingo.
Vinte e dois meses de casados.Caiu o sinal da TV a cabo.
Acusações.
Rancor.
Xingamentos.
Gritos.
Ameaças.
Caímos um ao lado do outro no sofá, exaltos.
Silêncio por algum tempo.
Olhei pra ele.Ele olhou pra mim.Nos abraçamos.Estava acabado.Choramos?Não. Não estávamos de luto pela nossa relação.Ela não tinha base, a euforia do namoro/noivado nos cegara.
Papelada.Advogados.Pensão?
Não quero.
Tirei férias.Pensei em viajar.Mas minha vida precisava de mim.Já tinha vendido meu antigo apartamento, logo tive de comprar outro.Cheguei a visitar alguns parecidos com o anterior.Então percebi que não precisava de um lounge,que não queria mais todo aquele glamour,já não queria ouvir o salto batendo no chão do apartamento o tempo todo.Pra quê usar salto dentro de casa?Conclui que algumas atitudes que tinha eram ridículas.Comprei um apartamento pequeno e simples.Móveis simples.
Olhei para minha simples sala.Deitei no sofá.Eu já não sou mais a mesma.Será que voltarei ao que era?Não sei e não quero.E tenho medo.Voltarei ao divã.
PS: Sim, mes amis eu, Marie Flufflin mudei de statistique.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

outro pequeno trecho da "Saga da Ariadne" como diz o Lhamo xDD

O 3º Batalhão do G.A.T.E. estava reunido em uma sala do DP recebendo instruções do Capitão Machado. Ele falava de ações táticas em espaços fechados como bancos, por exemplo, mas foi interrompido pela chegada de um Tenente da PM.

– Com licença, Capitão. – Disse o Tenente. – Tenho um recado para o André. Em particular, Senhor.

Machado fez sinal positivo para André, que agradeceu e saiu da sala.

– Sim, Tenente?

– André. Acharam a bolsa da sua filha. – E antes que André pudesse falar, completou. – Encontraram tem umas duas horas, com um playboyzinho perto de Osasco.

– E ele?

– Tentou reagir a abordagem da PM com um cano de ferro. Relataram que estava drogado.

– Foi preso?

– Não. – Respondeu o Tenente com um pedido de desculpas no olhar.

– Ele agrediu a minha filha! – Disse André indignado.

– É verdade. Mas se me permite dizer, Soldado, ele pagou fiança “adiantado” a alguém quando chegou na delegacia. Só estou dizendo o que ouvi dos policiais que o abordaram. Aliás, a bolsa será trazida para você mais tarde.

André pensou um pouco antes de perguntar:

– Quem é o moleque?

– Não sei o nome, mas devem ter registrado na ficha criminal.

– Eu quero o endereço desse cara.

– André, esse não é o melhor jeito. – Disse o Tenente, mas André agora ouvia muito pouco.

– Você tem filhos, não tem?

– Tenho sim, Soldado.

– E se fosse um dos seus?

O Tenente não respondeu, o que não poderia ser melhor confirmação de que concordava.

– Muito bem, então. Te trago o endereço do cara junto com a bolsa.

– Obrigado, Tenente.

Danielle saiu da escola e foi visitar Ariadne no hospital sem nem almoçar. Estava ansiosa para ver a amiga e pedir desculpas por não ter ligado.

Quando entrou no quarto, se deparou com um garoto que não conhecia. Este conversava com Ariadne demonstrando intimidade. Nenhum dos dois percebeu a chegada de Danielle, que se anunciou com um “oi” tímido e fraco.

Ariadne respondeu com um gesto mínimo e Diego a cumprimentou um pouco surpreso. Ariadne apresentou os dois e voltou a conversar com Diego.

– Ah, Di. – Disse Ariadne olhando para Danielle rapidamente ao falar o nome do amigo. – Você não teve culpa.

– Não, bebê. Eu devia ter ido atrás de você. Se eu não te conhecesse como eu conheço, teria te levado pra casa. Mas você faz tanta questão de ser teimosa. – Respondeu ele alisando os cabelos dela.

– Desculpa, Di... – Pediu Ariadne olhando para Danielle novamente.

– Só se você me prometer que das próximas vezes que a gente sair, você me deixa te levar até em casa.

Ariadne concordou com um brilho diferente no olhar e ainda mantendo os olhos em Danielle.

Esta brincava com o cabelo, como se quisesse fazer parte da paisagem, enquanto olhava para o chão, mas sempre lançando rápidos olhares para a amiga.

Ariadne e Diego conversaram mais um pouco. Diego não desviava o olhar de Ariadne e esta o alternava entre ele e Danielle, que continuava mexendo no próprio cabelo.

– Bebê, posso ir agora? Falei pra minha mãe que ia almoçar em casa...

– Ah... Tem que ser agora? – Perguntou Ariadne.

– Desculpa... Eu volto à noite.

– Promete?

– Prometo.

– Tá bom, Di. Manda um beijo pra sua mãe.

– Quem era seu amigo, Ari? – Perguntou Danielle, quando Diego já havia ido embora.

– Ah, o Di... – Respondeu Ariadne displicente.

– Ele tava com você no dia do assalto?

– Tava. A gente tinha ido ao cinema. – Disse mantendo o tom anterior.

– Vocês...

– Só um beijinho. Nada demais.

– Faz tempo que vocês se conhecem?

– A gente namorou um tempinho ano passado, mas ainda sai de vez em quando, mesmo tendo terminado.

– Você gosta dele?

– Não tem como não gostar, ele é legal comigo, me trata bem, sempre me liga...

– Ah é, essa história de ligar...

– O que tem?

– Eu não liguei por isso. Sei que sou a primeira garota com quem você fica e não tava afim de ser só uma aventura. Queria algo sério, mas já vi que você não pensa assim.

Ariadne não sabia o que dizer e Danielle não estava disposta a facilitar. Esta ia saindo pela porta, quando Ariadne a chamou.

– Eu fiz besteira, me desculpa!

– Pensa bem. – Respondeu Danielle de costas. – Vai que você muda de idéia...

Danielle passou por Vanessa quando saía. Esta cumprimentou a outra, mas não teve retorno.

– Nessa, que bom que você veio! Tá com o celular?

– Quê?

– Dá o celular!

Vanessa entregou o celular sem muita certeza do por que. Ariadne discou o número de Danielle decidida. Não sabia o que ia falar, não sabia se aquela dor que sentia era falta de analgésico. Só sabia que precisava dela, precisava ouvir a sua voz e, mais do que tudo naquele momento, sentir o seu toque macio.

Ela atendeu ao telefone, mas ao ouvir a voz de Ariadne desligou o aparelho sem dizer nada.

Ariadne sentia uma profunda tristeza. Desabafava com Vanessa, mas não era suficiente. Queria muito falar com Danielle, que não atendia ao telefone. Será que ela chorava como Ariadne neste momento?

André saiu do DP e foi diretamente ao hospital levar a bolsa para a filha, que ainda chorava quando ele entrou.

– Ariadne... – Chamou. – Tudo bem?

– Sim. – Mentiu ela tentando parar de chorar.

– A Dani veio?

Ariadne acenou com a cabeça, sem conseguir responder verbalmente

– Aconteceu alguma coisa?

Ariadne fez que não.

– Vanessa, por favor, nos deixe um minuto.

Vanessa obedeceu imediatamente.

– Ariadne, – Retomou André. – talvez não agora, que eu tenho um pouco de pressa, mas qualquer coisa que queira me dizer vá em frente e diga. Quando você fica triste eu também fico.

Ariadne não falou e nem demonstrou vontade de falar. André como havia dito tinha um pouco de pressa e não esperou muito mais. Entregou-lhe a bolsa, que ainda tinha os documentos da garota, e foi embora.

André se dirigiu à loja de armas onde comprou o M4, para comprar o G3 SG1 que foi oferecido da outra vez.

O vendedor não questionou o fato de André estar comprando um rifle que há duas semanas não tinha dinheiro para comprar e vendeu a arma, quatro pentes e mais cem cartuchos, somando onze mil quinhentos e vinte reais, que André pagou à vista com cartão.

Não era complicado chegar à casa do “playboy”. André chegou lá por volta das 20:00. Bateu na porta e esperou até que uma mulher com seus quarenta e poucos anos atendeu à porta. André estava com o equipamento tático completo, incluindo a balaclava, o que fez a mulher se recusar a deixá-lo entrar. Com paciência e um pouco de persuasão, André conseguiu permissão para entrar na casa e falar com o garoto.

A mulher, mãe do garoto, esclareceu que ele já prestara depoimento na delegacia e fora liberado, ao que André respondeu que ele seria submetido a outro interrogatório e ele, André, levaria o garoto sozinho.

Ela resistiu, fazendo André usar spray de pimenta nela para poder pegar o garoto, que descera a escada perguntando à mãe o que estava acontecendo.

André pegou o rapaz pelo pescoço enfiou a pistola na sua cara e o fez sair da casa. Algemou-o e o fez entrar no carro. André sentou ao volante e foi para o local do assalto, dito por Wesley e Bruno. Tratava-se de uma rua pouco movimentada, onde André tirou o garoto do carro e deu a primeira coronhada na testa.

– Você lembra do que fez aqui na noite de ontem? – Perguntou André muito nervoso ao garoto caído no chão.

– Não senhor.

André deu a segunda coronhada e repetiu a pergunta com mais força.

– Não fiz nada, senhor, eu sou estudante!

– Estudante, é? Seu maconheiro desgraçado! – Xingou dando a terceira coronhada.

– Tá bom, senhor. Eu bati numa menina. – Respondeu chorando.

– Com o que, seu desgraçado? – Perguntou André dando um soco na boca do rapaz.

– Com um cano! Um cano! – Respondeu virando de bruços.

– Não vai virar as costas pra mim, não, seu otário! – Disse André dando outra coronhada na nuca do garoto.

O “playboy” escondia o rosto ensangüentado com os punhos algemados enquanto chorava.

– Você bateu numa menina com um cano só pra roubar ela?

– Sim, senhor, foi só isso!

– Como só isso? – Perguntou gritando e batendo no garoto mais um pouco. – E se você matasse ela?

– Perdão, senhor!

– Perdão é o cassete! Quanto você pagou pra ser liberado?

– Duzentos, senhor. – Respondeu desesperado.

– Prefere ser preso ou continuar apanhando?

– Sou estudante, senhor, não posso ser preso.

– Ah não?!

André foi até o carro e pegou o recém-comprado G3. Um senhor passava por eles, mas não gastou muito tempo para ver a cena.

– Pode olhar, senhor. É a justiça sendo feita! – Gritou André para o homem, que não olhou para trás e nem demonstrou vontade de olhar. E voltando-se para o garoto. – Vou perguntar de novo. Apanhar ou ser preso?

– Por favor, senhor...

André deu outra coronhada, mas desta vez com o rifle, talvez tivesse quebrado a mandíbula do outro.

– Apanhar ou ser preso?

Como o outro não respondeu. André deu alguns chutes em seu corpo. André o ergueu e encostou-o na parede. Deu duas coronhadas com o rifle em seu nariz e em seguida outra da esquerda para a direita. O garoto foi novamente ao chão.

– Sabe por que você não vai ser preso? – Perguntou num sussurro ao ouvido do outro. – Porque não vai sobrar você pra colocarem numa cela. Você perdeu.

André levantou e chutou o rosto do garoto.

– Sabe o que mais me incomoda agora? Você virou a vítima. E por você, seu playboyzinho de merda, se eu te mato, amanhã ou depois tem passeata pela paz. – Disse com um sorriso nervoso. – Não é irônico?

André pegou a pistola, engatilhou e mirou.

mais uma vez, tive ajuda da própria Ari.

desta vez na parte que a Dani conversa com a Ari no hospital

nom consta aki, mas resumindo:depois d a Ari ser levada ao hospital, a Camila ligou para a Dani a fim de saber sobre a Ari, que nom chegava em casa e nom atendia ao celular. assim descobriu que a Ari tinha sido agredida, contou para André e ambos sairam a procura dela. como André é policial, não demorou mto para axa-la, se dirigindo ao hopital em seguida. lá Camila ligou para Dani e contou onde Ari estava.

Dani foi ve-la no dia seguinte (segunda)

vlw gente

obrigado pelo apoio

domingo, 13 de setembro de 2009

Um Hino Ao Amor

Mais uma recomendação. Mas atenção, estejam preparados para um péssimo diretor. Estou falando do filme Piaf - Um Hino Ao Amor um filme belo e muito técnico, mas com um roteiro confuso e um diretor pouco ousado. Mesmo assim, o filme se torna uma boa experiência. Como de costume das cinebiografias musicais, temos uma protagonista excêntrica e muito bem representada. A jovem Marion Cotillard demonstra um talento digno do Oscar que levou. Destaque para cenas em que ela entra no palco pela primeira vez, aterrorizada. Mas até como criança Piaf - que significa pardal, em francês - é homenageada, já que as pequenas atrizes Pauline Burlet e Manon Chevallier mostram vigor ao mostrar uma criança doce, notável na cena em que Edith canta o hino da frança(belíssimo!) na rua e encanta pela primeira vez seu público. Mas Olivier Dahan faz um aborto cronológico. Há vários cortes sem sentido e que alteram o peso da história dificultando o entendimento da mesma e afastando a protagonista do público. Além disso, a filha de Edith Piaf mal é retratada pelo cineasta de forma que quando descobrimos sobre ela parece inacreditável que o filme esteja mesmo se referindo à filha da cantora. Com uma trilha sonora deliciosa, ótimas atuações e uma fotografia que acompanha o ritmo da história, La Môme(título original) merece ganhar seus Oscars de melhor atriz e melhor maquiagem. Mas é uma pena que nem o diretor, nem o roteirista almejaram uma grande obra, fazendo uma triste homenagem à magnífica cantora francesa. 3 estrelas

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aproximadamente 2 bilhões de pessoas vivem indignamente pela pobreza.

"I dreamed a dream in time gone by When hopes were high and life worth living, I dreamed that love would never die I dreamed that God would be forgiving." Apenas o que resta sonhar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

mais um curto trecho da história da Ariadne

Ariadne estava voltando a pé para casa. Precisava de tempo para pensar.

Enquanto caminhava seu celular tocou. Pegou o celular e viu que Danielle finalmente ligava. E agora? Como poderia falar com ela depois do que fez? Abriu o celular e ia responder, quando algo frio como metal bateu com força em sua nuca. Seu gemido de dor foi ouvido por Danielle enquanto caía ao chão. No outro lado da linha, Danielle assustada chamou pela outra ao telefone que agora estava abandonado a pouca distância de onde a dona do aparelho tentava entender o que estava acontecendo.

Seu agressor não parou, bateu em Ariadne com o cano de ferro mais algumas vezes. Pegou a bolsa da garota e bateu com o cano no braço que Ariadne erguera numa fraca tentativa de se defender.

Pelo telefone ainda aberto, Danielle ouvia a amiga gemer enquanto era agredida violentamente. Danielle chorava. Não podia acreditar que fosse verdade, não podia ajudar, não sabia onde a amiga estava e não conseguia desligar o telefone.

Ouvia o som do cano batendo no corpo de Ariadne que agora devia estar inconsciente, já que parara de gemer.

Danielle chorou com mais força enquanto o telefone caía de sua mão. Era como se um pedaço dela estivesse sofrendo aquelas agressões e prestes a morrer.

O agressor finalmente parara. Pegara o celular no chão e fora embora levando também a bolsa da garota.

Ariadne, sem poder movimentar o corpo, pensava em Danielle, nas coisas que talvez nunca dissesse. Um som de motor vinha de longe, se aproximando. Já perto de Ariadne pararam o veículo. Tinha medo de sofrer mais. Uma porta foi aberta.

– Que aconteceu aí, irmão? – Um homem perguntou distante.

– Porra! Foi grave! Ajuda aqui! – Disse um outro bem próximo de Ariadne.

– Carai! – Respondeu o primeiro homem, que agora se aproximara.

Ariadne sentiu seu corpo ser erguido por dois braços fortes.

– Abre a porta pra mim. – Disse o homem que a carregava.

O som de uma porta de carro abrindo chegou a Ariadne e ela foi posta cuidadosamente em um banco macio. As portas se fecharam e o carro voltou a andar.

– Pro hospital, irmão?

– Óbvio que é pro hospital, sua besta! – Respondeu o homem que agora ia com Ariadne no banco de trás. – ‘Cê não consegue falar, né? Beleza...

Os bolsos da calça da garota foram cuidadosamente vasculhados e de um deles foi tirado um cartão escolar.

– Então, seu nome é Ariadne? Beleza, Ariadne. A gente vai te levar prum hospital. Vamo’ te ajudar.

Poderia ser mentira, mas isso tranqüilizara Ariadne, que aos poucos perdia a consciência, enquanto lembrava de Danielle.

postado com muito atraso

jah tinha escrito essa parte há algumas semanas, mas whatever

espero que tenham gostado.

qualquer duvida posta nos comentário que eu posso responde

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

25-Myrella

Era um hotelzinho antigo e sujo. Na realidade, era onde as prostitutas do centro atendiam seus clientes. Depois de mais de trinta denúncias de agentes de saúde, fora interditado e devido às dívidas do dono, leiloado. Então ele entrara na história, ele trabalhava na empresa de demolição.
Na porta, em números que um dia foram dourados, lia-se 25 e embaixo o nome da ocupante escrito com batom 'Myrella'.A moça também deixara a marca de sua boca.
Abriu a porta. O chão, como no hotel inteiro, era de madeira,cheio de fendas. As paredes deviam ser cor-de-rosa, mas o tempo as deixara com um tom amarelado.Do lado esquerdo havia uma marca na parede indicando que ali fora o lugar de um espelho. Marcas no chão indicavam o lugar da cama e de uma penteadeira. A janela era de madeira, também muito velha e cheia de frestas.
Parecia que ainda era possível sentir o cheiro do perfume barato da moça. Sentia que a qualquer momento ela entraria e o envolveria em seus braços e naquela atmosfera suja que ele sempre tivera curiosidade de provar.
‘Chega. ’Pegou a marreta e as ferramentas. Arrancou a janela, a porta e derrubou as paredes. O hotel foi envolvido pela poeira e pelo barulho de pelo menos dez marretas que batiam ao mesmo tempo.
Um pouco antes do fim do expediente, atreveu-se a levantar as tábuas do assoalho para ver o que encontrava. Alguns insetos mortos, pitucas de cigarro, algumas moedas, três alianças e algo que talvez fosse um ninho de rato. Ao examinar mais de perto, percebeu que eram calcinhas e meias de renda que os ratos haviam roubado de Myrella. As peças estavam roídas e sujas, mas com certeza agradaram muitos homens antes de agradar aos ratos.
Após mais um dia de trabalho, o antigo hotel foi reduzido a um monte de entulho.
Algum tempo depois, ao passar pelo terreno entulhado, sentiu como se tivesse freqüentado aquele lugar, podia ouvir as vozes das moças com seus clientes, via o corredor de paredes ensebadas parcialmente iluminado, com seus quadros simples e meramente decorativos. Sentia o cheiro do perfume barato. Sentiu saudades das lembranças que nunca vivera.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Foi com o vento.

Vi hoje o grande clássico de todos os tempos E o vento levou. Não estou recomendando, já que esse é um filme que não precisa disso. Quando comecei a ver o filme me senti rapidamente confortável. "Estou favorecido com tudo o que sei de história e cinema, e o arco narrativo não será nada mais do que o primeiro e maior de todos os clichês". Tolo engano. O filme usa de idéias e artifícios pouco usados, é recheado de reviravoltas dramáticas e desenvolve um ritmo constante, calmo e encantador. Os protagonistas são simplesmente magnéticos, pra falar o mínimo. Dito isso, o filme ainda mudou minha visão sobre a guerra da secessão e seus participantes. Também me mostrou uma relação senhor-escravo muito interessante e pouco explorada por outros filmes. Não à toa, nossa coadjuvante escrava levou o oscar de 39(a primeira de sua etnia a atingir esse prêmio). Bom, resumindo, para todos que tem dúvidas se esse filme é um clássico merecidamente, eu as sano, sim! É O clássico. Mas não se rendam às suas quatro horas de projeção, ele vale a pena. Assisti muito cansado, e não peguei no sono em nenhum momento. Ufa! Desabafei!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bobagens

O prelúdio, perdido e sangrando; o fim chorando e o começo se retorcendo. O meio é um sádico vendo o circo pegar fogo e se divertindo muito com isso. Quando se chora e por bobagens,quando se odeia e mata, quando se mente,quando se é feliz,vivemos na miséria de uma sociedade onde aprendemos que o que não gostamos é bobagem, que quando uma pessoa discorda, suas motivações são bobagens, que a felicidade está nas coisas simples, nas bobagens. Somos a bobagem, é assim que nossa grande sociedade e cultura lida com nosso universo e suas peculiaridades, banalizamos, pois se sabe que banalizar é algo que torna mais tragável, uma droga doce e viciante, torna mais fácil para você encarar o fato de que tudo que você acredita é contrariado todos os dias e você não faz nada, não que devesse fazer, ou que pudesse fazer, mas banalizar torna mais fácil ignorar. E claro, não fugindo a regra, esse texto também é uma bobagem, cheio de baboseiras, e acreditar nele, refletir sobre ele, isso sim é uma bobagem extraordinária; mas pensemos nisso um instante, banalizamos tudo vira normal, apenas pequenas bobagens, isso me deixa puto, mas mesmo minha raiva (um sentimento conhecido por tornar as pessoas normais em descontrolados, claro que isso acontecer é normal, não é sinal de problemas psiquiátricos) é totalmente, completamente uma bobagem, certo? Não interfere no real humor, inabalável, mascara de todas as horas, estereotipo que é uma armadura constante. Agora sinta toda a redundância cansativa desse texto, saboreei toda raiva e indignação reprimida nele que é forçada por mim nesse instante, pense em mim, que apesar de toda suposta consciência, é um babaca que nunca nem sequer tentou fazer a diferença nessa sociedade ou em qualquer outra, e tenta extravasar isso na contente ilusão de que esse texto é uma ação, e não apenas masturbação moral. E mesmo que não seja ilusão, mesmo que vire ação e isso ajude a mudar as coisas, penso em quantos entenderiam a real essência desse texto, penso em todos os textos e livros mal compreendidos, que ao se tornarem ação resultou em estupros, violência, morte, tortura e tudo que era perguntado, no que acreditar, pelo que viver ou morrer? Pelo que matar? Pelo que violentar a mente das pessoas inocentes as fazendoelas acreditarem que somos grandes exemplos a serem seguidos? E como sempre, inevitavelmente, os motivos escolhidos foram quase sempre, bobagens.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Huumm...

- Deus existe ?
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-Tomara!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ensaio sobre a Rotina

Existe uma dinâmica na casa. Cada instante está sujeito a um acontecimento. A palavra "dinâmica" sugere ... movimento, e movimento sugere... inconstância, o que, ao mesmo tempo, não há aqui. Reformulando. Existe uma dinâmica rotineira nesta casa. O abrir e fechar das portas regem os encontros entre os moradores. Para viver na casa é preciso ter o ritmo arraigado na audição e dominar uma esperta calma diante de surpresas. Surpresa incita algo de inesperado. É o que acontece quando se espera demais. Ou não. A oportunidade não pode ser perdida, pois uma próxima será a última... e, é a que entregará todos os seus caprichos. Capricho é um grande cuidado, tipo esmero, essencial para que não ocorra um encontro desnecessário entre os moradores. E se esse acontecido acontecer? Têm de esperar o metrônomo iniciar sua batidas do tempo...eee um, eee dois, eee três... eee imediatamente pensam em uma nova melodia. Eu chamaria de " A escapadella". O tempo...as horas marcam os marcos. Mais do que as horas, são os minutos...precisos. Mas, diria ser indispensáveis os segundos. Por que não os primeiros? Os que antecedem os minutos, e estes que...já se sabe. Saber não implica convicção o que pode provocar certa indecisão. O que é uma indecisão se não uma certeza da indeterminação? E ao definitivo fechar das portas, os moradores adentram seus cômodos adequadamente convenientes. O único momento ensaiado da Escapadella.

sábado, 29 de agosto de 2009

2 Recomendação

Mais algumas recomendações muitos boas que eu tenho para fazer. Priemeiro um filme que se chama Memento(Amnésia) do christopher Nolan, simplesmente espetacular, apesar do peso do Dark Kinght eu acho que Memento se caracteriza como a obra prima de Nolan, isso porque Memento é um filme que tem como base um conto escrito pelo irmão de Nolan e não um super-herói com um potêncial absurdo que ainda não havia sido explorado pelo cinema. Em Memento Nolan pode se mostrar como diretor e brilhante roteirista, com sua estrutura linear totalmente disforme, Nolan teve um verdadeiro desafio em deixar o filme em um nivel que não fica impossivel de ser compreendido e nem estúpido. E como um adicional é muito legal ver a Trinity do Matrix em um papel totalmente diferente. Nota: 5 estrelas IMDB: 8,6 O Segundo filme é um clássico que ja estava ficando chato eu não ter visto, com o impressionante primeiro lugar na lista dos 250 filmes do IMDB Um Sonho de Liberdade é um filme impressionante, porém não foi tudo o que prometeu. Como obra cinematográfica, o filme não tem erros, ótimas atualções, ótima direçã, ótima fotografia, mas falta algo de a mais para conseguir tudo o que ele conseguiu, talvez a simplicidade da história que sob os olhos de alguns pode ser somente mais uma beleza do filme, para min deixa o filme meio vazio. Nota: 5 apesar de tudo IMDB: 9.2

terça-feira, 25 de agosto de 2009

- Sonho atropelado era comido pelas pombas urbanas -

- Sonho atropelado era comido pelas pombas urbanas -
- Sonho atropelado era comido pelas pombas urbanas -

domingo, 23 de agosto de 2009

D. Maria

-Sinto em dizer, mas a senhora tem no máximo mais seis meses de vida. - Por um instante, lhe pareceu que a notícia não era pra ela, mas para um personagem da novela. Seu marido ficou pálido. Quarenta e um anos de casados e nunca tinham lembrado que um dia a morte os separaria. -Não tem como tratar doutor? -Infelizmente não, seu Antônio, o tumor está em uma região do cérebro que não posso operar. Dias depois, reuniram os filhos. Eles não se conformaram, decidiram levar D. Maria em outro médico. Outros médicos, mesma resposta. A casa se encheu de velhos amigos, vizinhos e parentes distantes. Todos contavam casos cabeludos, que costumavam acabar em mortes trágicas. As refeições, antes animadas, se tornaram silenciosas. Se ficasse alguém para comer, o assunto girava em torno da vontade de Deus e da tranquilidade, que segundo todos era essencial. Nesses momentos D. Maria apenas sorria e deixava o convidado pensar que a ajudara, mas tinha percebido desde o início que não importava o quanto a mensagem fosse bonita e verdadeira, não a acalmava. Ter um prazo para viver era horrível. Era domingo, os filhos jantaram com eles. A mais velha levou uma nova dieta que prometia ajudar a controlar o tumor. Os três estavam desesperados em busca de qualquer tratamento alternativo. Os esforços comoveram D. Maria, mas não acreditava que uma dieta fosse fazer milagres. Aquela foi a primeira noite, depois do diagnóstico, que não conseguia dormir. As duas da manhã desistiu, resolveu assistir televisão.Porém,no corredor algo chamou sua atenção.Era a foto do batizado de sua caçula.Para ela tinha sido ontem.Então passou para o próximo retrato e para o próximo. Quando se deu conta, eram cinco horas da manhã, estava sentada no tapete da sala, rodeada por álbuns. Tinha dado boas risadas, saboreado recordações e derramado lágrimas. Mas estava feliz, sua vida fora boa, muito bem aproveitada. Sentou-se em sua velha poltrona, de frente para a janela. O céu começava a clarear. Deixou o pensamento vagar por sua infância, adolescência.. casamento..filhos..netos..Adormeceu. Seu sonho misturava fatos presentes e passados. De repente ela estava diante do doutor Hélio:- A senhora tem seis meses. -Não, quero viver mais!-gritava ela desesperada. Estava deitada no caixão e seu marido estava fechando a tampa:- Não!Estou viva! Ele não a ouvia. Os conselhos ecoavam em seus ouvidos. Ela se debatia e gritava: NÃO!- a tampa bateu. Acordou apavorada, o coração batia acelerado. Estava viva. Percebeu que estava se deixando velar antes da hora. Estava com um tumor, não estava morta. Tinha que aproveitar o tempo que ainda tinha. Que sonho ainda não realizara?Lembrou-se que em sua lua-de-mel ela e o marido haviam ficado tão impressionados com a beleza de uma praia baiana que combinaram de ir viver lá, em uma cabana, quando se aposentassem. Decidiu que queria passar o resto de seus dias de frente para o mar. -Antônio! A princípio, ele achou que era loucura. Ela passava mal com certa freqüência, talvez lá não recebesse atendimento adequado. Por outro lado os filhos já estavam criados, já tinham suas famílias. Acabou concordando. O filho do meio ficou apreensivo, chegou a duvidar da sanidade dos pais, mas no fim entendeu que era até mais que um sonho, era uma motivação. -------------------- D. Maria viveu mais dois anos feliz e em paz. Seu Antônio continuou na Bahia e faleceu aos 102 anos, de velhice.

sábado, 22 de agosto de 2009

recomendando mais um (ou dois, talvez mais)

já q tah td mundo postando recomendaçao d filme, vo começa por um que eu vi (duas vezes), mas faz mto tempo, portanto nom sei a historia e nem sei dizer o conteudo. MAS... enfim.. o filme eh Cassiopéia. é nacional e teoricamente o primeiro filme totalmente em CG no mundo. digo teoricamente, pq o lançamento de Toy Story teria ofuscado o "brilho" do outro e tomado sua posição como primeiro. eh td q sei ou me lembro do filme. não sei se eh classificado como infantil, mas de qualquer forma vale a pena. falando em filmes teoricamente infantis, outro MTO bom eh Wall-E, q a maioria aki jah deve te visto, mas td bem. -_-" indico tambem Radio, conhecido aki com o nome mto infeliz d Meu Nome É Rádio. filme lindo, com ótima atuaçao do Cuba Gooding Jr. e um otro carinha q to na duvida se eh o Richard Harris, mas whatever. L.I.N.D.O. vlw, gente! '-'

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1 Recomendação

Não vou começar minhas recomendações de filmes pelos melhores ou pelos essenciais, mas sim por um dos ultimos que vi. O filme Era Uma Vez Na América não é um filme excepciona, mas levando em consideração que é o ultimo de Sergio Leone e que ele opitou por fazer esse filme em vez de The Godfather, torna o filme pelo menos curioso de se ver. E ele não decepciona, pelo contrario é concerteza uma bela retratação do começo do crime organizado nos EUA e um bom filme de Gansters. Bom a recomendação vale mais para quem gosta do gênero do filme. Aqui vai um embrião de resenha sem spoilers, com uma análise mais técnica do que meus conhecimentos me permitem dizer mas... O filme Once Upon a Time in America é concerteza um dos maiores filmes que eu já vi, a epopeia de Noodles ( Robert De Niro) tem duração de 229min o que deveria ser um ponto fraco no filme, mas não é. Os primeiros 40 min são massantes e com poucos dialogos consequencia do costume de Sergio Leone de dirigir filmes de Western que possuem muitas dessas cenas, mas nesse essa tecnica não funciona muito bem e deixa o espectador perdido nesse começo de filme, mas com o decorrer do filme essas cenas ficam para trás e o longa desenvolve uma boa dinamica, que prende o espectador até o final do filme fazendo com que as 4 hrs de pelicula não paresam tão longa. As atuações são todas boas, mas podemos exaltar o sempre minucioso Robert De Niro com um papel principal muito bem desempenhado, James Wood que transmite muito bem a personalidade de Max e faz o espectador compreender certas ações do personagem e finalmente Jennifer Connelly em seu primeiro papel no cinema com apenas 14 anos e ja demosntrando que tem muito a contribuir para o mundo cinematografico, outra presença a se destacar é a do sempre expcional diretor de musica Ennio Morricone que apesar de não chegar aos pés de seus melhores trabalhos trar sua marca ao filme e compõe o tema principal muito bem. A ambientação de Nova York na decada de 20 está impecável e junto com a equipe de maquiagem, que trabalha exepcionalmente já que o filme não possui linha do tempo fixa, ambientão o filme exepcionalmente.

Fragmentos

-Você quer bolacha?
-Quero
Mão no azul, reflexo azul da cortina
Tentei limpar o chão, a sujeira espirrou na parede, não limpei.
Meu pescoço está doendo.
O que acontece? Por quê?
-Você quer bolacha?
-É, me dá logo!
Gosto estranho, mas bom.
Por quê?
Não deu certo, tem que ser natural.
Pára!Você pirou hoje.
Não, só estou fluindo.
Credo. Não flui mais.
-Vamos conversar?
-Aula 47
-Não!Falta sete!
-Falta nada.
Você pirou,a húngara também acha.
Fica quieta.
Por quê? O palhaço?
É, achei nojento.
Eu também. Isso é bom.
Isso o que?O que você fez?!
Nada.
Desisto.
Ah, vai desenhar.
Não, só consigo rabiscar.Traços, desejos de perspectiva.
Será que eu consigo?
Meu futuro!Estuda agora!
PREGUIÇA!Droga!
Vai, senta, você precisa.
Vai,muda,cresce.
NÃO!Fique aí, não vou.
Olha a luz!O vapor é tão legal.
Queria morar nessa casa.
Eu quero uma câmera.
Eu quero a vida.
Não, você não quer nada.
Caneta rosa.
Barulhos de régua.
Risos.
Gosto estranho.
Olha o reflexo!
Conversas.
Bocejos.
Saudades.
Lembranças.
Murmurinhos.
Você está estranha.
Não entendi.
Nem eu.
Distração.
Dor nas costas.
Pés.
Cheiros.
Quero ir ao banheiro.
Por que eu não vi nada?Não li nada?
Tem problema?
Tenho ciúmes.Demonstrei.
Foi o seu sorriso.
Deixa pra lá!Não quero ser assim.
Não vai.
Não mesmo.
Estou com sono.
Acordei.
Sapato de feijão preto.
-Que palavra marca essa transformação? [silêncio]
Alguém... Alguém...
RAC, RAC, RAC.Blocos de jeans se soltam.A tesoura pára.Ela está cega, é de criança.Não tem ponta.
Preguiçosa, reparadeira.Sonolenta.
-O que ele está falando?
-Vamos discutir a dinâmica dos relacionamentos amorosos: QUANTO dura um amor?
Sei lá, é a rotina, não é o amor.
Também acho.
Alguém se acomodou.
Saudade.
Faz uma surpresa.
Sim.
TICH, TICH (manivela) TICH, TICH, carvão!Funciona, funciona!
Viu?Quem mandou querer ser criativa?
Fica na tua.
Ele está filosofando?
Ai!Piada escrota!
Foi podre,mas ela é fofinha.
O quê?É só uma criança.
O chão está cheio de blocos de jeans.
Ninguém quer ouvir.
Sono.
Provas.
Sou uma aproveitadora.
Ano que vem.
A caneta caiu, pegou.
Silêncio.
Só um pezinho sacode.
Se aqui tem C, o que tem aqui?
G.
Sonolência.
O pé já não sacode.
Olhos pesados.
Estou pregada no chão.
As janelas estão fechadas.
Quero ar.
Tem alguém ouvindo música.
Aconteceu, olha eu.
É, você até que é legal!
E aí?O que é arte?
Não sei.
Ana e Lídia

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Recomendação!

Vi um filme belíssimo esses dias e queria recomendar pro pessoal do blog: Dança Com Lobos. Talvez já tenham visto, mas pra quem já viu ainda recomendo que reveja. É um forte retrato do período pós-Guerra da Secessão/Fechamento das fronteiras dos EUA. Trata-se de um período histórico marcante que foi mostrado de forma muito real no filme. Fora o peso histórico do filme, ele ainda conta com grandes atuações, grande diretor, uma fotografia estupenda e uma trilha sonora digna do Oscar. Mas o mais importante é o que o filme faz uma profunda análise sobre nossas próprias fronteiras, sobre a natureza humana, ergue um espelho para a sociedade americana da época e tem uma forte lição no seu decorrer. Bom, tá recomendado! 5 estrelas

domingo, 16 de agosto de 2009

um peqeno e breve post sobre o André, pai da Ariadne

– Eu vou pagar também. – André parou onde estava. – Quanto você quer? É só dizer.

André respirou fundo, aguardou um momento e então continuou. Abriu a porta e saiu.

– Vinte mil.

– Senhor...

– Cinqüenta mil.

– Senhor...

– Setenta mil.

Neste ponto, André tinha um combate interno para resolver. Precisava dinheiro. Se corromperia por setenta mil?

– Cem mil. Minha última oferta.

André sentia que ia fazer uma besteira.

Era treinado para isso. Bastaria uma bala. Quanto tempo trabalharia para ganhar o mesmo valor? Um ano, um ano e meio? Era uma tarefa fácil. Um cartucho e tudo resolvido. Ninguém saberia.

– Cadê o cara?

– Ele geralmente fica na esquina, observando minha casa. Da janela do quarto dá para ver perfeitamente.

André colocou o silenciador no cano do M4 e foi para a janela. Era muito óbvio que o homem na esquina estava rondando. Ele fumava encostado na parece do outro lado da rua e a todo momento olhava para a janela em que André estava.

– Apague a luz. – Disse André – e vá para a janela da sala.

Jorge obedeceu. Como esperado o homem agora olhava indiscriminadamente para a outra janela.

“Muito bem, André. Só uma.” Pensou.

Pela mira telescópica André via o rosto do homem. Um rosto comum, um tipo comum. Alguém vai sentir falta. “Que pena”.

O disparo silenciado pareceu ecoar aos ouvidos de André. Quando fechava os olhos ainda via o homem no momento que a bala atingiu sua cabeça. Com certeza não morreu na hora. Ainda vivera segundos o suficiente para temer mais dor, mas não o suficiente para saber de onde viera o disparo, e nem saber quem foi seu assassino.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

mais uma longa história da Ariadne xD

O último sinal das aulas já havia tocado há dez minutos. Ariadne não tinha vontade de voltar pra casa naquele momento e estava sentada no chão do pátio pensando. Alguém sentou ao seu lado. Ariadne olhou de má vontade e reparou nos lindos olhos cor de mel que a encaravam. – Tudo bom? – Perguntou ela, tinha uma voz bonita e suave. Foi como se Ariadne entrasse em transe e como não respondeu, ela repetiu a pergunta. – Tudo bom? – Ah... sim? – Disse olhando para o chão e ficando vermelha. – Você tem medo de mim? – Perguntou ela sorrindo. – Não. É só que... sei lá. – Respondeu sem jeito. “Que sorriso lindo!” pensava. – Então, tá – Respondeu ainda sorrindo. – Meu nome é Danielle, e o seu? –... Ariadne... – “Nome lindo também...” pensava quase perplexa. – Mas... meus amigos me chamam de Ari. – O.K. Os meus me chamam de Dani. Tá esperando seus pais? – Na verdade não. Eu volto de ônibus. – Mas você tá aqui. – Disse rindo. – Já poderia ter ido embora. – Concluiu. – Não que eu queira que você vá! – Completou apressadamente, ficando vermelha também. – Não, tranqüilo. – Respondeu sem jeito. – Eu não vou agora. – Ah... – Respondeu Danielle nervosa. Um curto silêncio se formou, mas Danielle o quebrou. – Então... Ah... Você ouve t.A.T.u.? – Aham! – Respondeu surpresa. – Você também? – Uhum. – Qual é a sua música favorita delas? – Hum... 30 Minutes. – Respondeu Danielle confiante. – How Soon is Now. – Também é muito boa. Elas conversaram por umas três horas, pareceram 10 minutos. Quando de fato iam embora, Danielle a pé, pois morava perto da escola, e Ariadne de ônibus, esta ofereceu o rosto para um beijinho de despedida, mas Danielle lhe deu um selinho. Ariadne ficou surpresa, não esperava por isso. – Desculpa! – Se apressou Danielle. – Eu não devia... – Não... Tudo bem. – Respondeu Ariadne sentindo o coração disparado. – Eu só... – Mas as palavras não vinham à boca. – só... eh... Eu preciso ir... Ariadne virou-se de costas e começou a andar depressa. – Desculpa. – Sussurrou Danielle preocupada. Danielle ficou no mesmo lugar. Ariadne olhou pra trás e fitou Danielle, reparou nos cabelos, na franja que quase lhe cobria os olhos e na boca... A boca vermelha, quente. Não conseguiu se controlar, andou até Danielle com passos firmes, ficaram frente a frente e antes que a garota pudesse fazer qualquer pergunta ou pedir-lhe desculpas novamente, Ariadne a envolveu pela cintura, tal qual tantos meninos haviam feito com ela. Danielle não hesitou, logo as bocas estavam unidas e as duas garotas trocavam o que poderia ser o beijo mais inesquecível de sua vida. Ariadne passeava pelas costas de Danielle enquanto a outra brincava com seus cabelos, tudo com a naturalidade que para os outros não existiria. Havia sim o medo de serem pegas, mas o desejo de estarem juntas era maior ainda. O toque dos lábios era intenso, quase como se cada vez que se aproximassem saíssem raios de suas bocas. Danielle tinha gosto de morango, e Ariadne decidiu que a partir daquele dia morango seria sua fruta favorita, passaram-se minutos até que tivessem coragem de se separar. Ariadne deu um sorrisinho para Danielle, virou-se e saiu andando. Danielle voltou a olhar para o chão. Mas dessa vez com visível alegria. Com co-autoria da própria Ari =]

domingo, 2 de agosto de 2009

num pensei no titulo =T mas axo q um bom seria "Você nunca me entende!"

– Você nunca me entende! – Disse Ariadne quase aos berros. – Não é verdade! Você sabe q... – Contrapôs André no mesmo tom, mas Ariadne o interrompeu. – É verdade sim! Tem dois anos que você nem olha direito pra mim! – André esboçou uma resposta, mas pareceu se perder em algum pensamento. – Depois que aconteceu aquilo, você mal olha na minha cara. E eu nem sei porque! Você não gostava dela mesmo! André baixou a cabeça, digerindo o que Ariadne lhe dissera. – Qual é, pai? Qual é o meu problema? E por que você não fala comigo? – perguntou vendo que André não reagia. – Nenhum. – Murmurou. – O problema é comigo... – É, mas com Ela – Disse apontando para a madrasta, que comprava algumas balas para o filho, antes de concluir em tom acusatório: – você não tem nenhum problema. – É completamente diferente. – Respondeu. – Ela é minha mulher. – Mas Ele – Apontou para o menino, que sorria para a mãe. – é tão seu filho quanto eu. – Ariadne, por favor... – Falou sério. – o Lucas tem quatro anos. – Exato. – Falou Camila completamente absorta da conversa dos dois, voltando à mesa com o filho Lucas. – E fará cinco em alguns meses. É bom começarmos a pensar na festa, não é, amor? – Sim, sim. – Respondeu André olhando para a filha como se pedisse desculpas, ao que esta lhe respondeu com o maior desprezo que pode demonstrar. primero post /o/ (de mtos espero xDD)