quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sugestões

Essas são sugestões para subistituir a Koopa Troopa e o Jack,ou só a Koopa Troopa.Gostei da idéia de reformar o blog =]

Achei!

Como vocês já perceberam(ou não)descobri como fazer uma enquete. (Se não descobriu,vire os olhos para o canto esquerdo do blog) O caminho:painel-configurações-layout-adicionar um gadget-adicionar uma enquete. Talvez as alternativas deixem a desejar,mas não tinha muita idéia de quantos textos,se não gostarem de nenhuma,deixem sugestão no comentário ou criem outra enquete ou esperem até dia 30 quando essa acaba.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Seleção de textos.

Então gente, fiquei realmente empolgada com esse negócio de publicações de textos. Acho que daria umas coisas legais. Sugiro que só sejam selecionados textos literários, porque tem muuuuito texto. ai já fica algo mais específico e fácil de selecionar. Textos literários que digo, são todos os que não são comentários pessoais do tipo: hoje estou feliz (estilo uns de "nã tenho nada pra fazer então to aqui), críticas de livros/filmes e coisas próximas. Enfim, acho que entenderam, textos textos (com história). Outra coisa que sugiro é de ser estipulada uma quantidade máxima e que haja uma seleção por votos. E que podem ser divididos por ano de postagem, mês, data...sei lá..pra ficar mais fácil a votação. Dá pra fazer enquetes aqui, né? Enfim...aceito sugestões. Comentem aí! =)

Anúncio

Precisa-se de examinadores para o vestibular
De preferência,com traumas profundos(perda dos pais de forma trágica,abusos,violência,abandono na infância,tensão familiar séria,entre outros).Com,no mínimo,conhecimento sobre métodos de tortura psicológica.Os candidatos devem ser mestres ou doutores em qualquer matéria,desde que seja completamente inútil.Paga-se bem.
P.S.:Fruto de exercícios massacrantes,trágicos(UNICAMP),da leve pressão que coloco sobre mim mesma e de uma pontinha de loucura :P

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hoje comprei um Trindent e não consegui nem mascar direito. Malditos apelidos. ¬¬

Mais Uma

Pra deixar o blog sempre ativo, vim postar mais uma recomendação. Dessa vez vou falar do Stranger Than Fiction, ou Mais Estranho Que A Ficção. Filme de 2006 que vem mostrar caras velhas em papéis novos. Dirigido por Marc Foster e vindo do roteiro de Zach Helm, Mais Estranho Que A Ficção traz um tipo diferente de comédia/drama. É a velha história de protagonista dentro de um livro do filme. Refiro-me ao velho estilo de filme, em que a personagem principal vê sua história sendo contada como um livro. Mas, Marc Foster quis fazer algo diferente. Inicialmente, Harold Crick(Will Ferrell) começa a ouvir uma voz que narra sua vida. Então resolve pedir ajuda a um mestre literário(Dustin Hoffman) de modo a desvendar que tipo de história ele está envolvido. Paralelamente e coesivamente, ele conhece Ana Pascal(Maggie Gyllenhaal) e a partir de seu relacionamento com a moça, tenta determinar se vive uma tragédia ou comédia. Marc Foster acerta em Mais Estranho Que A Ficção principalmente por não se tornar óbvio apostando na inteligência do espectador, algo mínimo para um bom filme. Com um humor rápido e sutil, como podemos ver na cena que ela sai na hora errada do ônibus, o filme vai aproximando o espectador do protagonista na medida em que esse tentar tomar controle de seu destino. Por fim, temos uma relação de ficção-realidade incrível. De modo que o filme vira um de seus argumentos. Não vou dar spoiler, mas o final decepciona a princípio, porém depois comprova a idéia que o filme traz usando-se de exemplo. Resumindo, é um drama com um toque de comédia e estranhamente ficção. 4 estrelas

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os meus e os dela

---Coisas no sense de uma pessoa e seu pseudônimo no sense---
P.S.:Marie invadindo:Não gostei dos óculos e não queria usar,a Lídia estava querendo fazer montagens e viajou na maionese.Sofia,estou contigo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pessoas

Grávida de trigêmeos bivitelinos. Aqui só nascerá o isolado, os outros dois tendem a ser grudados demais e soam como mais importantes. O parto. Se ele não nascer não nascerá os outros ou não dormirei essa noite pensando nele, e como ele poderia ter ficado lindo, grande ou mirrado mas, simpático. Milhares de pessoas, acho que dessa vez não exagero, porém vou falar com garantia; centenas de pessoas passam por mim todos os dias. São milhares ou centenas de pensamentos diferentes. Milhares ou centenas de vidas diferentes. São milhares ou centenas de realidades diferentes. São milhares ou centenas de escolhas diferentes. Se apenas uma única pessoa resolvesse falar comigo. Ela, a única, faria da matemática, com suas probabilidades, um caminho. Ela se isolaria das outras, se destacaria na minha realidade, pensamento, vida de todas as milhares ou centenas de pessoas. Mudaria consideravelmente o destino, se é que existe, o caminho da vida de uma forma mais efetiva. Afinal, só de essas milhares ou centenas de pessoas já estarem no mesmo local que eu, interferem na minha vida e nas delas também. Todos os dias peço pra mim mesma, pro meu destino - o caminho da vida- faça esse encontro com o desconhecido. Não que minha vida seja um completo tédio, só de monotonia. Mas espero com ansiedade o que o imprevisto pode me dar de presente. Esse encontro de realidades. Passo por todos com a mesma cara de auto-confiança que finjo ter, vou até o final da plataforma, pro último vagão. Assim tem menos gente, menos contatos, menos possibilidades de dar errado qualquer choque de realidade não desejado. Abro um texto de arte renascentista,muito metida para um trem, nele: " a arte reflete sua realidade, seu contexto". As pessoas são tudo o que as rodeiam, ou só a arte? Renascimento, século XVI, quinhentos anos atrás...Voltar quinhentos anos, fugir quinhentos anos, não estar quinhentos anos à frente. Finjo ler o texto, na verdade as pessoas quinhentos anos após são mais interessantes. Completos reflexos dos quinhentos anos passados. Agora um deszoom temporal. Estou na frente de um computador escrevendo, parindo idéias. Inúteis com toda a certeza. Impessoalidade máxima, não correrá risco de me chocar. É melhor garantir o previsível pra não se machucar ou machucar alguém. Ouço choros abafados, talvez nem tão distantes, será uma ilusão de minha consciência, uma repressão por ser assim?

Texto antigo, mas relevante

Desiludido Canto Ateu Estou certo, vou parar de morrer Vou ficar longe dessa frieza Às vezes acho que estou sozinho Às vezes tenho certeza Quem diz aqui já conhece a morte Não vi Deus, nem céu, apenas minha voz a ecoar Você se esforça para deixar sua crença mais forte E não vê que tudo que acredita é um mito a se contar Não é mais escuro do lado oposto Nem é mais bonito do que a verdade Tenha a sabedoria de que não tem um bom gosto O fim da vida ainda sim é menor que sua maldade Chorei até sangrar lágrimas no meu rosto Mais belo que seu Deus é um ato de bondade Calamidades para o céu eu gritei Desafiei a vida, nem assim ele me olhou Pela luz, convicção e caminho implorei Até um castigo eu aceitaria, ele sequer se incomodou Hoje, você vai ouvir meu corpo Estou com você, vamos ser parte um do outro Não há castigo pra mim, estou sozinho e morto Estou dentro e com você, em cima, em baixo, e envolto Não me diga que você escreve por linhas tortas Porque conheço teus caminhos Forjados em humanos que ainda sonham sozinhos Um sonho que nunca ninguém vai ver Nem mesmo aqueles que se puseram a morrer Os que descobrem a verdade já não tem a quem dizer Não venho chamar sua atenção Essa, ninguém além de todos pode ter O que venho buscar junto com perdão É uma luz no fim do túnel pra se correr A minha alma faleceu Meu corpo pereceu Meu coração endureceu Mas até no inferno, ainda serei ateu Se o senhor é bondoso como dizem Porque há tantas mortes e maldades? Porque destrói tanto se é o Criador? Porque não nos mostra solidariedade? Dentre as coisas que conheço, Nada sei mais do que a dor Eu amei você a vida inteira sem valor Pelo menos demonstre uma vez o que é amor Esse canto você sempre vai ouvir Tua cria nunca vai te esquecer A verdade que está sempre a sorrir É que sua mentira nunca vai morrer

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fui assaltado de novo (duas vezes em quarenta dias).
Dessa vez levaram minha bicicleta e meu MP4 recem-ganhado com 4 dias de uso (¬¬). Algo que me faz pensar o quanto é vantajoso ser um criminoso whatever.
Guardei dinheiro por um ano pra montar aquela bicicleta, avaliada em aproximadamente R$900,00. Semana passada perdi o MP4 na rua, não sei onde nem como. Ganhei outro da minha mãe como presente de aniversário. Não foi paga nem a primeira prestação ainda (¬¬).
Perdi a motivação de trabalhar para ter o que quero. Outro bostinha whatever que nem aqueles vai acabar levando embora também.
Posso muito facilmente conseguir uma arma em alguma boca whatever e começar uma vida como assaltante. Tudo que eu quisesse seria alcançado sem muita dificuldade. Com a cabeça fria que eu sei que tenho, planejamento e contatos não seria difícil conseguir uma outra bicicleta até melhor que a minha, ou mesmo um carro ou whatever.
É muito fácil chegar e passar a mão em cabeça de bandido falando que ele é uma vítima da sociedade. Eu sou tão vítima da sociedade quanto ele.
Falta polícia efetiva no país.
Essa maldita lei do desarmamento tirando armas dos civis, a polícia trabalhando contra as pessoas erradas e a certeza da impunidade. Quer coisa melhor?
Já que sou vítima da sociedade, eu vou roubar, matar, estuprar, traficar, etc.
Não vou trabalhar honestamente pra boyzinho/merdinha vir e me tirar o que eu conquistei com O MEU suor.
A vítima não rouba uma bicicleta e nem um Banco, ela rouba comida. Essa pessoa precisa de ajuda, apoio, mas pra que? Pra perde a conquista pra um outro merdinha? É muito mais conveniente sair roubando, matando. Pelo menos se me roubarem, pra recuperar é dois palito.
Tem gente morrendo na mão de moleque que nem os que levaram minha bicicleta. Gente que conquistou o seu espaço, "cultivou" uma família.
Agora põe na mente que os filhos desse cara nunca mais vão vê-lo.
"A vida é sofrida,
Mas não vou chorar.
Viver de que?
Eu vou me humilhar?
É tudo uma questão
De conhecer o lugar.
Quanto vem,
Quanto tem,
Minha parte quanto dá?
Porque
Hoje eu sou ladrão,
Artigo 157.
As cachorro me ama,
Os playboy se derrete.
Hoje eu sou ladrão,
Artigo 157.
A polícia bola um plano,
Eu sou o HERÓI dos pivete."
Racionais Mc's - Eu Sou 157

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Extensão (ou identidade)

_________________________________________________________________/\___

O recomeço

Gravata ajeitada, véu posto. Flashes, flashes, flashes. Igreja e branco. Não sou católica nem virgem. ‘Mas tradição é tradição’, disse minha futura sogra. Festa glamourosa, tudo o que sempre sonhamos nos nossos seis meses de namoro/noivado.
O que tínhamos em comum? Fomos padrinhos do mesmo casamento. Ambos sentíamos aversão à festas de família, pois todos nos cobravam por sermos solteiros.Tínhamos ilusões em comum.E queríamos um casamento perfeito.
Lua- de- mel na Grécia.
Apartamento dele que com uma breve reforma virou nosso.
Olhares. Sorrisos. Dias inteiros de amor. Felicidade. Perfeição.
Um dia ele fez xixi na tampa da privada e eu estava na TPM. Primeira briga. Banal.
Segunda briga.Acusações da primeira voltam a ser feitas.Foi o começo do fim.
Terceira. Quarta. Quinta. Sexta... Perdi a conta.
Um ano de casados.
Festinha bonitinha no ninho. Mas para nós era tudo meio forçado. Só no final da festa é que conseguimos sentir a velha ternura.Naquela noite, fizemos amor como no início.Decidimos salvar nosso casamento. Fomos ao divã. Exercícios. Análises. Vamos discutir a dinâmica do relacionamento.
Frustração.
Novo terapeuta.
Vocês trabalham bem em equipe?
Comunicação não violenta.
Paciência.
Meditação.
Renovar o namoro.
Tudo inútil.
Eu o acusava de ser falso.Ele dizia o mesmo de mim.
Depois de meses consegui enxergar o quanto eu havia ‘mudado’.Na realidade havíamos mostrado um ao outro apenas nossas melhores qualidades.E quando tivemos de viver efetivamente a vida em comum, não conseguimos manter a seleção de personalidade.Decepção pessoal.
Domingo.
Vinte e dois meses de casados.Caiu o sinal da TV a cabo.
Acusações.
Rancor.
Xingamentos.
Gritos.
Ameaças.
Caímos um ao lado do outro no sofá, exaltos.
Silêncio por algum tempo.
Olhei pra ele.Ele olhou pra mim.Nos abraçamos.Estava acabado.Choramos?Não. Não estávamos de luto pela nossa relação.Ela não tinha base, a euforia do namoro/noivado nos cegara.
Papelada.Advogados.Pensão?
Não quero.
Tirei férias.Pensei em viajar.Mas minha vida precisava de mim.Já tinha vendido meu antigo apartamento, logo tive de comprar outro.Cheguei a visitar alguns parecidos com o anterior.Então percebi que não precisava de um lounge,que não queria mais todo aquele glamour,já não queria ouvir o salto batendo no chão do apartamento o tempo todo.Pra quê usar salto dentro de casa?Conclui que algumas atitudes que tinha eram ridículas.Comprei um apartamento pequeno e simples.Móveis simples.
Olhei para minha simples sala.Deitei no sofá.Eu já não sou mais a mesma.Será que voltarei ao que era?Não sei e não quero.E tenho medo.Voltarei ao divã.
PS: Sim, mes amis eu, Marie Flufflin mudei de statistique.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

outro pequeno trecho da "Saga da Ariadne" como diz o Lhamo xDD

O 3º Batalhão do G.A.T.E. estava reunido em uma sala do DP recebendo instruções do Capitão Machado. Ele falava de ações táticas em espaços fechados como bancos, por exemplo, mas foi interrompido pela chegada de um Tenente da PM.

– Com licença, Capitão. – Disse o Tenente. – Tenho um recado para o André. Em particular, Senhor.

Machado fez sinal positivo para André, que agradeceu e saiu da sala.

– Sim, Tenente?

– André. Acharam a bolsa da sua filha. – E antes que André pudesse falar, completou. – Encontraram tem umas duas horas, com um playboyzinho perto de Osasco.

– E ele?

– Tentou reagir a abordagem da PM com um cano de ferro. Relataram que estava drogado.

– Foi preso?

– Não. – Respondeu o Tenente com um pedido de desculpas no olhar.

– Ele agrediu a minha filha! – Disse André indignado.

– É verdade. Mas se me permite dizer, Soldado, ele pagou fiança “adiantado” a alguém quando chegou na delegacia. Só estou dizendo o que ouvi dos policiais que o abordaram. Aliás, a bolsa será trazida para você mais tarde.

André pensou um pouco antes de perguntar:

– Quem é o moleque?

– Não sei o nome, mas devem ter registrado na ficha criminal.

– Eu quero o endereço desse cara.

– André, esse não é o melhor jeito. – Disse o Tenente, mas André agora ouvia muito pouco.

– Você tem filhos, não tem?

– Tenho sim, Soldado.

– E se fosse um dos seus?

O Tenente não respondeu, o que não poderia ser melhor confirmação de que concordava.

– Muito bem, então. Te trago o endereço do cara junto com a bolsa.

– Obrigado, Tenente.

Danielle saiu da escola e foi visitar Ariadne no hospital sem nem almoçar. Estava ansiosa para ver a amiga e pedir desculpas por não ter ligado.

Quando entrou no quarto, se deparou com um garoto que não conhecia. Este conversava com Ariadne demonstrando intimidade. Nenhum dos dois percebeu a chegada de Danielle, que se anunciou com um “oi” tímido e fraco.

Ariadne respondeu com um gesto mínimo e Diego a cumprimentou um pouco surpreso. Ariadne apresentou os dois e voltou a conversar com Diego.

– Ah, Di. – Disse Ariadne olhando para Danielle rapidamente ao falar o nome do amigo. – Você não teve culpa.

– Não, bebê. Eu devia ter ido atrás de você. Se eu não te conhecesse como eu conheço, teria te levado pra casa. Mas você faz tanta questão de ser teimosa. – Respondeu ele alisando os cabelos dela.

– Desculpa, Di... – Pediu Ariadne olhando para Danielle novamente.

– Só se você me prometer que das próximas vezes que a gente sair, você me deixa te levar até em casa.

Ariadne concordou com um brilho diferente no olhar e ainda mantendo os olhos em Danielle.

Esta brincava com o cabelo, como se quisesse fazer parte da paisagem, enquanto olhava para o chão, mas sempre lançando rápidos olhares para a amiga.

Ariadne e Diego conversaram mais um pouco. Diego não desviava o olhar de Ariadne e esta o alternava entre ele e Danielle, que continuava mexendo no próprio cabelo.

– Bebê, posso ir agora? Falei pra minha mãe que ia almoçar em casa...

– Ah... Tem que ser agora? – Perguntou Ariadne.

– Desculpa... Eu volto à noite.

– Promete?

– Prometo.

– Tá bom, Di. Manda um beijo pra sua mãe.

– Quem era seu amigo, Ari? – Perguntou Danielle, quando Diego já havia ido embora.

– Ah, o Di... – Respondeu Ariadne displicente.

– Ele tava com você no dia do assalto?

– Tava. A gente tinha ido ao cinema. – Disse mantendo o tom anterior.

– Vocês...

– Só um beijinho. Nada demais.

– Faz tempo que vocês se conhecem?

– A gente namorou um tempinho ano passado, mas ainda sai de vez em quando, mesmo tendo terminado.

– Você gosta dele?

– Não tem como não gostar, ele é legal comigo, me trata bem, sempre me liga...

– Ah é, essa história de ligar...

– O que tem?

– Eu não liguei por isso. Sei que sou a primeira garota com quem você fica e não tava afim de ser só uma aventura. Queria algo sério, mas já vi que você não pensa assim.

Ariadne não sabia o que dizer e Danielle não estava disposta a facilitar. Esta ia saindo pela porta, quando Ariadne a chamou.

– Eu fiz besteira, me desculpa!

– Pensa bem. – Respondeu Danielle de costas. – Vai que você muda de idéia...

Danielle passou por Vanessa quando saía. Esta cumprimentou a outra, mas não teve retorno.

– Nessa, que bom que você veio! Tá com o celular?

– Quê?

– Dá o celular!

Vanessa entregou o celular sem muita certeza do por que. Ariadne discou o número de Danielle decidida. Não sabia o que ia falar, não sabia se aquela dor que sentia era falta de analgésico. Só sabia que precisava dela, precisava ouvir a sua voz e, mais do que tudo naquele momento, sentir o seu toque macio.

Ela atendeu ao telefone, mas ao ouvir a voz de Ariadne desligou o aparelho sem dizer nada.

Ariadne sentia uma profunda tristeza. Desabafava com Vanessa, mas não era suficiente. Queria muito falar com Danielle, que não atendia ao telefone. Será que ela chorava como Ariadne neste momento?

André saiu do DP e foi diretamente ao hospital levar a bolsa para a filha, que ainda chorava quando ele entrou.

– Ariadne... – Chamou. – Tudo bem?

– Sim. – Mentiu ela tentando parar de chorar.

– A Dani veio?

Ariadne acenou com a cabeça, sem conseguir responder verbalmente

– Aconteceu alguma coisa?

Ariadne fez que não.

– Vanessa, por favor, nos deixe um minuto.

Vanessa obedeceu imediatamente.

– Ariadne, – Retomou André. – talvez não agora, que eu tenho um pouco de pressa, mas qualquer coisa que queira me dizer vá em frente e diga. Quando você fica triste eu também fico.

Ariadne não falou e nem demonstrou vontade de falar. André como havia dito tinha um pouco de pressa e não esperou muito mais. Entregou-lhe a bolsa, que ainda tinha os documentos da garota, e foi embora.

André se dirigiu à loja de armas onde comprou o M4, para comprar o G3 SG1 que foi oferecido da outra vez.

O vendedor não questionou o fato de André estar comprando um rifle que há duas semanas não tinha dinheiro para comprar e vendeu a arma, quatro pentes e mais cem cartuchos, somando onze mil quinhentos e vinte reais, que André pagou à vista com cartão.

Não era complicado chegar à casa do “playboy”. André chegou lá por volta das 20:00. Bateu na porta e esperou até que uma mulher com seus quarenta e poucos anos atendeu à porta. André estava com o equipamento tático completo, incluindo a balaclava, o que fez a mulher se recusar a deixá-lo entrar. Com paciência e um pouco de persuasão, André conseguiu permissão para entrar na casa e falar com o garoto.

A mulher, mãe do garoto, esclareceu que ele já prestara depoimento na delegacia e fora liberado, ao que André respondeu que ele seria submetido a outro interrogatório e ele, André, levaria o garoto sozinho.

Ela resistiu, fazendo André usar spray de pimenta nela para poder pegar o garoto, que descera a escada perguntando à mãe o que estava acontecendo.

André pegou o rapaz pelo pescoço enfiou a pistola na sua cara e o fez sair da casa. Algemou-o e o fez entrar no carro. André sentou ao volante e foi para o local do assalto, dito por Wesley e Bruno. Tratava-se de uma rua pouco movimentada, onde André tirou o garoto do carro e deu a primeira coronhada na testa.

– Você lembra do que fez aqui na noite de ontem? – Perguntou André muito nervoso ao garoto caído no chão.

– Não senhor.

André deu a segunda coronhada e repetiu a pergunta com mais força.

– Não fiz nada, senhor, eu sou estudante!

– Estudante, é? Seu maconheiro desgraçado! – Xingou dando a terceira coronhada.

– Tá bom, senhor. Eu bati numa menina. – Respondeu chorando.

– Com o que, seu desgraçado? – Perguntou André dando um soco na boca do rapaz.

– Com um cano! Um cano! – Respondeu virando de bruços.

– Não vai virar as costas pra mim, não, seu otário! – Disse André dando outra coronhada na nuca do garoto.

O “playboy” escondia o rosto ensangüentado com os punhos algemados enquanto chorava.

– Você bateu numa menina com um cano só pra roubar ela?

– Sim, senhor, foi só isso!

– Como só isso? – Perguntou gritando e batendo no garoto mais um pouco. – E se você matasse ela?

– Perdão, senhor!

– Perdão é o cassete! Quanto você pagou pra ser liberado?

– Duzentos, senhor. – Respondeu desesperado.

– Prefere ser preso ou continuar apanhando?

– Sou estudante, senhor, não posso ser preso.

– Ah não?!

André foi até o carro e pegou o recém-comprado G3. Um senhor passava por eles, mas não gastou muito tempo para ver a cena.

– Pode olhar, senhor. É a justiça sendo feita! – Gritou André para o homem, que não olhou para trás e nem demonstrou vontade de olhar. E voltando-se para o garoto. – Vou perguntar de novo. Apanhar ou ser preso?

– Por favor, senhor...

André deu outra coronhada, mas desta vez com o rifle, talvez tivesse quebrado a mandíbula do outro.

– Apanhar ou ser preso?

Como o outro não respondeu. André deu alguns chutes em seu corpo. André o ergueu e encostou-o na parede. Deu duas coronhadas com o rifle em seu nariz e em seguida outra da esquerda para a direita. O garoto foi novamente ao chão.

– Sabe por que você não vai ser preso? – Perguntou num sussurro ao ouvido do outro. – Porque não vai sobrar você pra colocarem numa cela. Você perdeu.

André levantou e chutou o rosto do garoto.

– Sabe o que mais me incomoda agora? Você virou a vítima. E por você, seu playboyzinho de merda, se eu te mato, amanhã ou depois tem passeata pela paz. – Disse com um sorriso nervoso. – Não é irônico?

André pegou a pistola, engatilhou e mirou.

mais uma vez, tive ajuda da própria Ari.

desta vez na parte que a Dani conversa com a Ari no hospital

nom consta aki, mas resumindo:depois d a Ari ser levada ao hospital, a Camila ligou para a Dani a fim de saber sobre a Ari, que nom chegava em casa e nom atendia ao celular. assim descobriu que a Ari tinha sido agredida, contou para André e ambos sairam a procura dela. como André é policial, não demorou mto para axa-la, se dirigindo ao hopital em seguida. lá Camila ligou para Dani e contou onde Ari estava.

Dani foi ve-la no dia seguinte (segunda)

vlw gente

obrigado pelo apoio

domingo, 13 de setembro de 2009

Um Hino Ao Amor

Mais uma recomendação. Mas atenção, estejam preparados para um péssimo diretor. Estou falando do filme Piaf - Um Hino Ao Amor um filme belo e muito técnico, mas com um roteiro confuso e um diretor pouco ousado. Mesmo assim, o filme se torna uma boa experiência. Como de costume das cinebiografias musicais, temos uma protagonista excêntrica e muito bem representada. A jovem Marion Cotillard demonstra um talento digno do Oscar que levou. Destaque para cenas em que ela entra no palco pela primeira vez, aterrorizada. Mas até como criança Piaf - que significa pardal, em francês - é homenageada, já que as pequenas atrizes Pauline Burlet e Manon Chevallier mostram vigor ao mostrar uma criança doce, notável na cena em que Edith canta o hino da frança(belíssimo!) na rua e encanta pela primeira vez seu público. Mas Olivier Dahan faz um aborto cronológico. Há vários cortes sem sentido e que alteram o peso da história dificultando o entendimento da mesma e afastando a protagonista do público. Além disso, a filha de Edith Piaf mal é retratada pelo cineasta de forma que quando descobrimos sobre ela parece inacreditável que o filme esteja mesmo se referindo à filha da cantora. Com uma trilha sonora deliciosa, ótimas atuações e uma fotografia que acompanha o ritmo da história, La Môme(título original) merece ganhar seus Oscars de melhor atriz e melhor maquiagem. Mas é uma pena que nem o diretor, nem o roteirista almejaram uma grande obra, fazendo uma triste homenagem à magnífica cantora francesa. 3 estrelas

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aproximadamente 2 bilhões de pessoas vivem indignamente pela pobreza.

"I dreamed a dream in time gone by When hopes were high and life worth living, I dreamed that love would never die I dreamed that God would be forgiving." Apenas o que resta sonhar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

mais um curto trecho da história da Ariadne

Ariadne estava voltando a pé para casa. Precisava de tempo para pensar.

Enquanto caminhava seu celular tocou. Pegou o celular e viu que Danielle finalmente ligava. E agora? Como poderia falar com ela depois do que fez? Abriu o celular e ia responder, quando algo frio como metal bateu com força em sua nuca. Seu gemido de dor foi ouvido por Danielle enquanto caía ao chão. No outro lado da linha, Danielle assustada chamou pela outra ao telefone que agora estava abandonado a pouca distância de onde a dona do aparelho tentava entender o que estava acontecendo.

Seu agressor não parou, bateu em Ariadne com o cano de ferro mais algumas vezes. Pegou a bolsa da garota e bateu com o cano no braço que Ariadne erguera numa fraca tentativa de se defender.

Pelo telefone ainda aberto, Danielle ouvia a amiga gemer enquanto era agredida violentamente. Danielle chorava. Não podia acreditar que fosse verdade, não podia ajudar, não sabia onde a amiga estava e não conseguia desligar o telefone.

Ouvia o som do cano batendo no corpo de Ariadne que agora devia estar inconsciente, já que parara de gemer.

Danielle chorou com mais força enquanto o telefone caía de sua mão. Era como se um pedaço dela estivesse sofrendo aquelas agressões e prestes a morrer.

O agressor finalmente parara. Pegara o celular no chão e fora embora levando também a bolsa da garota.

Ariadne, sem poder movimentar o corpo, pensava em Danielle, nas coisas que talvez nunca dissesse. Um som de motor vinha de longe, se aproximando. Já perto de Ariadne pararam o veículo. Tinha medo de sofrer mais. Uma porta foi aberta.

– Que aconteceu aí, irmão? – Um homem perguntou distante.

– Porra! Foi grave! Ajuda aqui! – Disse um outro bem próximo de Ariadne.

– Carai! – Respondeu o primeiro homem, que agora se aproximara.

Ariadne sentiu seu corpo ser erguido por dois braços fortes.

– Abre a porta pra mim. – Disse o homem que a carregava.

O som de uma porta de carro abrindo chegou a Ariadne e ela foi posta cuidadosamente em um banco macio. As portas se fecharam e o carro voltou a andar.

– Pro hospital, irmão?

– Óbvio que é pro hospital, sua besta! – Respondeu o homem que agora ia com Ariadne no banco de trás. – ‘Cê não consegue falar, né? Beleza...

Os bolsos da calça da garota foram cuidadosamente vasculhados e de um deles foi tirado um cartão escolar.

– Então, seu nome é Ariadne? Beleza, Ariadne. A gente vai te levar prum hospital. Vamo’ te ajudar.

Poderia ser mentira, mas isso tranqüilizara Ariadne, que aos poucos perdia a consciência, enquanto lembrava de Danielle.

postado com muito atraso

jah tinha escrito essa parte há algumas semanas, mas whatever

espero que tenham gostado.

qualquer duvida posta nos comentário que eu posso responde

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

25-Myrella

Era um hotelzinho antigo e sujo. Na realidade, era onde as prostitutas do centro atendiam seus clientes. Depois de mais de trinta denúncias de agentes de saúde, fora interditado e devido às dívidas do dono, leiloado. Então ele entrara na história, ele trabalhava na empresa de demolição.
Na porta, em números que um dia foram dourados, lia-se 25 e embaixo o nome da ocupante escrito com batom 'Myrella'.A moça também deixara a marca de sua boca.
Abriu a porta. O chão, como no hotel inteiro, era de madeira,cheio de fendas. As paredes deviam ser cor-de-rosa, mas o tempo as deixara com um tom amarelado.Do lado esquerdo havia uma marca na parede indicando que ali fora o lugar de um espelho. Marcas no chão indicavam o lugar da cama e de uma penteadeira. A janela era de madeira, também muito velha e cheia de frestas.
Parecia que ainda era possível sentir o cheiro do perfume barato da moça. Sentia que a qualquer momento ela entraria e o envolveria em seus braços e naquela atmosfera suja que ele sempre tivera curiosidade de provar.
‘Chega. ’Pegou a marreta e as ferramentas. Arrancou a janela, a porta e derrubou as paredes. O hotel foi envolvido pela poeira e pelo barulho de pelo menos dez marretas que batiam ao mesmo tempo.
Um pouco antes do fim do expediente, atreveu-se a levantar as tábuas do assoalho para ver o que encontrava. Alguns insetos mortos, pitucas de cigarro, algumas moedas, três alianças e algo que talvez fosse um ninho de rato. Ao examinar mais de perto, percebeu que eram calcinhas e meias de renda que os ratos haviam roubado de Myrella. As peças estavam roídas e sujas, mas com certeza agradaram muitos homens antes de agradar aos ratos.
Após mais um dia de trabalho, o antigo hotel foi reduzido a um monte de entulho.
Algum tempo depois, ao passar pelo terreno entulhado, sentiu como se tivesse freqüentado aquele lugar, podia ouvir as vozes das moças com seus clientes, via o corredor de paredes ensebadas parcialmente iluminado, com seus quadros simples e meramente decorativos. Sentia o cheiro do perfume barato. Sentiu saudades das lembranças que nunca vivera.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Foi com o vento.

Vi hoje o grande clássico de todos os tempos E o vento levou. Não estou recomendando, já que esse é um filme que não precisa disso. Quando comecei a ver o filme me senti rapidamente confortável. "Estou favorecido com tudo o que sei de história e cinema, e o arco narrativo não será nada mais do que o primeiro e maior de todos os clichês". Tolo engano. O filme usa de idéias e artifícios pouco usados, é recheado de reviravoltas dramáticas e desenvolve um ritmo constante, calmo e encantador. Os protagonistas são simplesmente magnéticos, pra falar o mínimo. Dito isso, o filme ainda mudou minha visão sobre a guerra da secessão e seus participantes. Também me mostrou uma relação senhor-escravo muito interessante e pouco explorada por outros filmes. Não à toa, nossa coadjuvante escrava levou o oscar de 39(a primeira de sua etnia a atingir esse prêmio). Bom, resumindo, para todos que tem dúvidas se esse filme é um clássico merecidamente, eu as sano, sim! É O clássico. Mas não se rendam às suas quatro horas de projeção, ele vale a pena. Assisti muito cansado, e não peguei no sono em nenhum momento. Ufa! Desabafei!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bobagens

O prelúdio, perdido e sangrando; o fim chorando e o começo se retorcendo. O meio é um sádico vendo o circo pegar fogo e se divertindo muito com isso. Quando se chora e por bobagens,quando se odeia e mata, quando se mente,quando se é feliz,vivemos na miséria de uma sociedade onde aprendemos que o que não gostamos é bobagem, que quando uma pessoa discorda, suas motivações são bobagens, que a felicidade está nas coisas simples, nas bobagens. Somos a bobagem, é assim que nossa grande sociedade e cultura lida com nosso universo e suas peculiaridades, banalizamos, pois se sabe que banalizar é algo que torna mais tragável, uma droga doce e viciante, torna mais fácil para você encarar o fato de que tudo que você acredita é contrariado todos os dias e você não faz nada, não que devesse fazer, ou que pudesse fazer, mas banalizar torna mais fácil ignorar. E claro, não fugindo a regra, esse texto também é uma bobagem, cheio de baboseiras, e acreditar nele, refletir sobre ele, isso sim é uma bobagem extraordinária; mas pensemos nisso um instante, banalizamos tudo vira normal, apenas pequenas bobagens, isso me deixa puto, mas mesmo minha raiva (um sentimento conhecido por tornar as pessoas normais em descontrolados, claro que isso acontecer é normal, não é sinal de problemas psiquiátricos) é totalmente, completamente uma bobagem, certo? Não interfere no real humor, inabalável, mascara de todas as horas, estereotipo que é uma armadura constante. Agora sinta toda a redundância cansativa desse texto, saboreei toda raiva e indignação reprimida nele que é forçada por mim nesse instante, pense em mim, que apesar de toda suposta consciência, é um babaca que nunca nem sequer tentou fazer a diferença nessa sociedade ou em qualquer outra, e tenta extravasar isso na contente ilusão de que esse texto é uma ação, e não apenas masturbação moral. E mesmo que não seja ilusão, mesmo que vire ação e isso ajude a mudar as coisas, penso em quantos entenderiam a real essência desse texto, penso em todos os textos e livros mal compreendidos, que ao se tornarem ação resultou em estupros, violência, morte, tortura e tudo que era perguntado, no que acreditar, pelo que viver ou morrer? Pelo que matar? Pelo que violentar a mente das pessoas inocentes as fazendoelas acreditarem que somos grandes exemplos a serem seguidos? E como sempre, inevitavelmente, os motivos escolhidos foram quase sempre, bobagens.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Huumm...

- Deus existe ?
***************
**************
*************
************
***********
**********
-Tomara!