quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Sei Lá, Acho Que Quebrei
Nesse meio tempo eu fui chamada de louca, instável, infantil, minha tia tentou me convencer de que faltava Deus na minha vida e a única voz humana que eu ouvi que não viesse dos meus pais ou da tv veio do Chu (o que me deu a certeza de que eu não poderia ter um amigo melhor, ele só me mostrou nesses dias que eu não estava completamente esquecida do mundo como eu achava que estava).
O bom foi que eu saí de um ócio produtivo, escrevi mais de 200 páginas de um caderno em pouco mais de uma semana, a maioria é sobre como eu estava me sentindo, mas existe uma pequena parte que é como eu gostaria de ser, quando eu acho que as coisas estão muito ruins eu fujo pro mundo que eu escrevi e nele as coisas parecem um pouco melhor.
Parei de estudar também e sinceramente não sei o que vou fazer ano que vem, eu quero trabalhar, na verdade queria ter começado esse ano, mas meus pais querem que eu termine o cursinho antes, então eu continuo frequentando as aulas (sempre dou um jeito de sair mais cedo, ou de escrever, ou de não ir, mas eu frequento). Decidi prestar gastronomia no SENAC Águas de São Pedro e na USC, porque se teve uma coisa que eu descobri nesses dias foi que a única coisa além de escrever que consegue me transportar pra outro mundo é cozinhar, e apesar de não fazer isso muito bem, acho que eu conseguiria mexer com esse tipo de coisa o resto da vida. E se eu não passar no vestibular? Direito na UNIVEM. Não é o que eu quero, mas eu simplesmente não posso não fazer uma faculdade.
Fora isso, devo ter assistido mais de 20 filmes, isso chutando baixo. Descobri que V de Vingança é praticamente 1984, coisa que não tinha me dado conta da primeira vez, os filmes de John Hughes nos anos 80 eram ótimos e extremamente surreais, Bob Dylan era foda demais e eu queria ter conhecido ele, Jean Charles também parecia ser uma pessoa interessante, existem cerca de 8 filmes (pelo menos entre os que eu assisti) que seguem a fórmula do Se Eu Fosse Você, filmes baseados em histórias reais comovem mais a gente do que os outros quando terminam mal, American Pie é uma merda - todos eles e o mais notável, comédias românticas são uma merda, me levou 18 anos e muitos filmes do gênero pra perceber isso, mas realmente, a fórmula é cansativa, os diálogos previsíveis, as situações surreais e os atores normalmente ruins.
Ah é. De 9 pessoas + 9 da lista de espera da UEPG eu fiquei em 26º, se eu fosse cotista tinha entrado, se a nota de redação valesse alguma coisa pra jornalismo também. A minha foi a maior nota de redação, o primeiro lugar fez pouco mais de 400 pontos e eu passei dos 500, entre os cotistas nenhum chegou aos 500, isso me deixa puta mas eu já superei, a verdade é que tem acontecido muita coisa pra me deixar puta nos últimos dias e passar ou não no vestibular não me afeta mais como teria afetado antes.
11 dias e eu estou sobrevivendo, dizem que o certo é viver um dia de cada vez e é o que eu estou procurando fazer, as vezes eu lembro daquele sábado e fico mal de novo, mas aí eu durmo e pelo menos as coisas parecem ficar melhores, eu sei que isso é fuga e me envergonho de fazer isso, mas é o que parece me acalmar e pelo menos eu acordo e já passou metade do dia.
Renato Russo canta pra mim todos os dias e ele parece ser o único que entende como eu me sinto, só ele sabe...
PS: desculpa trazer a crise de volta ao vpmt ;P a verdade é que estou carente demais e me sinto bem podendo desabafar em algum lugar
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Amanhã.
É galera tortuguiana amanhã vou ter um dia infernal e estou tão sem vontade de encará-lo que nem quero ir dormir agora, pra não acordar.
Acredito que todos sentem isso, aquela sensação que amanhã vai fazer muito por coisas que você nem ao menos se importa, mas algum tipo de coesão o faz levantar da cama e viver aquela vida chata, com afazeres mais chatos ainda e convivendo com pessoas que você, digamos não acha tão interessantes.
A vida é um grande vazio, "nossa guerra é contra nós mesmos, contra nossa grande depressão" lembro de ter escutado algo assim do Tyler Durden em Fight Club e sinceramente acho que ele tem razão, nesse momento.
E para ilustrar o post uma foto de um dos artistas que mais admiro, Ian Curtis.
Post feito ao som de :
New Dawn Fades - Joy Division
Shadow Play - Joy Division
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nesse post não falaremos de eleição.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Quer ter um sonho lúcido? Pergunte-me como
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Oi,sou a Ana.Já tem um tempo que escrevo pra Lídia.Ela diz que sou a parte mais louca dela,aquela presa numa camisa de força,no fundo da sua cabeça.É bem assim que sou.E todos aqueles textos loucos(Foi?,Filho e Fragmentos)são meus.
Pronto,estou mais calma,a clandestinidade estava me irritando.
Um dia eu volto.
Ana
domingo, 22 de agosto de 2010
Um pouco de nada
Hormônios em fúria
As mudanças de comportamento de geração para geração muitas vezes causam estranhamento.Esses choques costumam acontecer entre avós e netos.Mas outro dia,comprovei que isso não é regra.
Estávamos,eu e meus amigos,num intervalo entre as aulas do cursinho.Perto de nós,na arquibancada,um grupo de garotos do fundamental descansava da educação física.
De repente três garotas atravessaram correndo a quadra.Pularam sobre os grandes degraus e quase caíram em cima dos meninos.Ainda ofegante,uma delas avisou:
-A Camila vai beijar o Rafael!-rapidamente todos correram para o outro lado da quadra e se aglomeraram em volta do casal.
Instantes depois,uma gritaria.O aglomerado se desfez e Camila disparou para o banheiro.Rafael atravessou a quadra calmamente,com uma expressão de vitória no rosto.
Diante dessa cena,nos sentimos avós comentando o comportamento dos netos.Mas pessoalmente,sentia-me hipócrita.Lembrava que ,com a idade deles,já ficava com um certo rapaz.
As meninas novamente correram pela quadra e Júlia ,uma moreninha de aparentes onze anos e olhos muito maquiados,determinou:
-O Vinícius fica com a Mariana,o Caio comigo e o Ricardo com a Letícia.
O sinal tocou.Voltamos para a sala com os olhos arregalados.Minha consciência estava mais leve.Na minha época isso não acontecia.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Política
Assistam ai é rapidinho! ;)
(Deve estar tudo digitado errado é que to com pressa)
Até mais senhores tortuguiais. o/
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Porque A Origem é melhor que Ilha do Medo
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Eu Não Ia Postar Isso...
Hoje na aula do Mané, enquanto ele discutia o pessimismo de Machado de Assis (e ficava orgulhoso com a minha habilidade de falar trechos da aula junto com ele e, sim, eu preciso de uma camiseta de Is2Mané), o meu amigo louco (é, ele falou "oi, meu nome é fulano, quer ser minha amiga?") ergueu-se perante o Mané e começou a criticar a sociedade e dizer que se cada um fizesse uma mínima parte aquele pessimismo seria desnecessários e vamos dar as mãos para salvar o sistema e todos vocês são porcos capitalistas e vão pirar quando tudo entrar em colapso e mimimi... Mané (s2) calmamente olhou para o meu amigo e falou "o que você fez hoje para mudar o mundo?" ele ficou quieto, e então o Mané (s2s2) virou-se para nós e falou 'Quando falamos que a mudança está dentro de nós mesmos, na verdade queremos dizer que a mudança quem deveria fazer são os outros, todo mundo se preocupa com o fato da água acabar, mas ninguém aqui toma banho de menos de 10 minutos ou lava o carro usando só um balde de água. Nós reclamamos das atitudes comodistas e do que os outros fazem, mas no fundo, no fundo, ninguém aqui está interessado em se levantar da cadeira e fazer alguma mudança efetiva, vocês esperam a revolução vinda pelos outros...". E deu um discurso que durou o resto da aula e acabou entrando completamente no contexto machadiano da coisa e me fez sair de lá com uma visão completamente mudada de como tudo deveria ser.
Me lembrei das reuniões do cal e do daf em que a galera estava muito mais preocupada em quando, como e onde seriam os próximos churrascos, das palestras sobre o haiti que os bixos discutiam como iriam voltar da choppada, da aula de política educacional brasileira que todo mundo estava mais interessado em comentar a capa de bujão de gás que a professora usava no lugar da camiseta... E também de 90% da galera revolucionária da unesp, cujo maior feito revolucionário tinha sido fumar o maior baseado no inter de mpb.
Porque no fundo, todo mundo hoje fala de revolucionar e de ser junkie e de mudar todo o sistema podre e defasado, mas ninguém levanta a porra da bunda da cadeira.
E eu não estou falando isso como crítica, porque também sou assim, não incomodo pra não ser incomodada, não procuro a tal da revolução e da mudança no sistema porque não saberia nem por onde começar, não sei o que tem de errado com ele.
Modinhas são uma merda? São. Muitas coisas estão erradas? Sim. Qual a minha participação ou a participação de qualquer um aqui para que as coisas sejam diferentes? Não sei. Aliás, sei que a minha é praticamente nula, não acho que uma vez por ano tirar roupas velhas do meu guarda roupa e doar para os pobres esteja mesmo fazendo alguma mudança, no fim o negócio é muito mais cômodo pra mim que dou fim em coisas velhas e abro espaço para novas roupas.
Talvez seja por isso que ao sair da aula e encontrar o chu xingando a banda por eles quererem cantar músicas consideradas "porcaria" e ele, o artista que não se vende tendo sido expulso por causa disso, eu simplesmente tenha falado que os motivos pra ele não se vender pra banda tenham sido outros, e ele provavelmente sabe os motivos que eu penso que são. E também de eu não ter entendido tamanha revolta, quando estamos em uma banda, fazemos parte de um grupo, logo, temos que ir de acordo com uma maioria, sei lá, esse é o princípio pra tudo funcionar, né? Já pensou se essa história de "não vou me vender" se aplicasse, por exemplo, à política? Lindo, a galera da Dilma lutando com a galera do Serra, que luta com a galera da Marina que se mata com os amigos do Plínio, porque ninguém iria se vender e aceitar ser governado por outra pessoa. Ou então eu acabaria saindo sozinha cada vez que saio com as minhas amigas, porque eu sempre voto pra ir no Berlin, mas elas querem só os lugares mais "modinha" tipo chaplin, barraco e afins e eu ainda sou obrigada a ouvir que o povo do berlin é estranho, no fim eu me divirto do mesmo jeito e pelo menos fiz alguma coisa de mais útil do que ficar reclamando que as coisas não foram do meu jeito.
Enfim, se for para ser um revolucionário, não seja um revolucionário preguiçoso (que por sinal é o que mais tem), siga o que o Mané (s2s2s2) falou e realize uma mudança de verdade no mundo, sem esperar pela maioria, porque o primeiro passo dos que fizeram algo de realmente útil foi parar de reclamar dos que não faziam nada (tipo eu) e dar um jeito de fazer alguma coisa.
Pedras em 5...4...3...
(música que escutei enquanto escrevia o post ;P exemplifica bem)
E de volta outra vez...
Porque Ilha do Medo é melhor do que A Origem
(SPOILER ALERT)
Antes que comecem a me xingar, os dois filmes são fantásticos e acreditem, já olhei todos os lados interpretáveis de A Origem, como por exemplo a idéia de que a partir do porão de Yusuf o filme inteiro se passa em um sonho de Cobb. Continuando, os dois trazem Leonardo Di Caprio em sua grande forma cercado de outros tão bons atores. Os dois tem trilhas sonoras incríveis( I hate you Hans Zimmer). Os dois tem cargas dramáticas pesadíssimas e muito bem elaboradas. Os dois têm um final ambíguo e um clímax de tirar o fôlego. Os dois têm a proposta de colocar o espectador em dúvida sobre se ele pudesse ter seu próprio mundo, melhor que a realidade, qual ele escolheria. Além do mais, os dois são de diretores extremamente habilidosos(sem comparações, por favor). Então, porque a Ilha do Medo é melhor?
Pelo motivo que os filmes do Tarantino falham pra mim. Não que A Origem seja igual aos filmes do queixudinho. Mas ele peca num ponto parecido. Em A Origem eu me importei menos com o protagonista do que em a Ilha do Medo, e acredito não ter sido o único. Aos poucos, no filme de Nolan, é estabelecida uma ligação com o protagonista ao mesmo tempo que vamos descobrindo mais sobre o personagem e no fim se tem sim uma gama de emoções mas algumas coisas tornam essa ligação mais fracas do que no longa de Scorsese. Elas são: A relação mal explicada entre Cobb e o personagem do clone do Heath Ledger, a relação também mal explicada entre Cobb e o personagem de Michael Caine, a falta de passado do protagonista e, bite me, a atuação não excelente de Di Caprio. Tudo isso acontece por uma razão, o foco do filme está no desenvolvimento de: a relação entre os personagens de Di Caprio e Page, o decorrer do golpe, a verdadeira história de Cobb e sua esposa e etc. Vejam, o que estou dizendo não é que este foco não é importante, estou apenas dizendo que ele pediu um sacrifício, que é a relação espectador-Cobb e que isso pra mim é mais importante e por isso Scorsese sempre foi meu diretor favorito. Também não estou dizendo que Di Caprio não atuou o suficiente. Foi um grande trabalho, mas a especialidade de Nolan não é extrair atuações memoráveis, já Scorsese... nem preciso citar exemplos né? Bom, de qualquer forma os dois são grandes filmes e que merecem um bocado de Oscars(em especial, de Efeitos Visuais para A Origem).
Obs: Que dois finais incríveis os dois têm não? O olhar de Di Caprio para seu médico em Ilha do Medo e o peão girando em A Origem vão ficar na minha mémoria por bastante tempo ainda.
não tenho mais banda, yay /o/
domingo, 15 de agosto de 2010
Desvendando a vida..
No meio do texto,ela encontrou uma palavra muito curiosa:fluffy.Considerando que meu precioso nome foi gerado num gerador de nomes para gatos,fazia sentido.Fizemos uma busca e descobrimos que meu nome deriva dessa palavra que significa fofa,peluda,felpuda.
Sim queridos,percebam que eu progredi muito (minha terapêuta é execelente) a ponto de compartilhar uma informação que pode ser considerada até comprometedora.
Não se preocupem,não devo demorar para aparecer de novo ;)


