Alguém ainda aqui?
Estou à toa. Tudo saudade, tudo saudar e lembrar.
Um beijo
Daquela.
sábado, 8 de agosto de 2015
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Nus?
A ideia desse texto era a de um strip ao contrário. Não consegui o efeito desejado e provavelmente vou republicar, vai ter uma notinha depois explicando o que eu espero atingir.
Levantou às 3 da manhã. Saiu da cama, acendeu as luzes e disse:
Levantou às 3 da manhã. Saiu da cama, acendeu as luzes e disse:
- Marcelo, estou indo.
Já tinha vestido as meias e procurava a calcinha quando ele, assustado, puxou o lençol e sentou na cama:
- Aconteceu alguma coisa?
- Você diz só agora ou sempre que eu estou com você? - terminou de vestir a calcinha - Aconteceu o de sempre, eu estou cansada de aguentar sempre a mesma merda vinda de você. - subia o zíper da calça.
- Do que nós estamos falando? - subiu mais um pouco o lençol.
- Você dorme abraçado comigo mas é com ela que você sonha. - achou o sutiã enrolado na camiseta dele e já começava a vesti-lo - eu existo, Marcelo! Eu estou aqui, eu sou de verdade. - puxou o lençol e encontrou sua camiseta debaixo dos joelhos dele, vestiu e se sentou na ponta da cama para calçar os tênis - Você sabe onde ela está agora? Eu sei onde não está. Aqui. Nunca esteve. - calçou o pé direito - Você tem medo, Marcelo. Você tem medo de mim. Eu existo, eu sou de verdade e isso assuta. - pé esquerdo - Eu estou aqui gritando e quando você voltar a dormir vai sonhar com ela, e ela vai ser perfeita como sempre foi, longe de você, de dentro da caverna. - levantou-se e vestiu a jaqueta - Você é incapaz de lidar com toda essa merda que as pessoas carregam quando estão juntas e eu não quero mais entrar nesse barco furado que eu tento impedir de afundar sozinha - já na porta olhou pra ele com desprezo - se cuida.
A notinha de depois do texto:
A intenção do strip ao contrário era mostrar ela vestida, armada e ele nu com tudo que ela percebeu. Apesar de literal, era pra isso ficar figurado também. Não deu. Mas tá aí :) faz tanto tempo que eu não escrevo que eu quis compartilhar ^^.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Um aninho!
Ele chegou assim. E me ganhou no ato.
Eu não sei direito quando o John nasceu, gato de ong é assim, eles vem só com uma história triste e uma idade aproximada. A história dele é igual a de um monte de outros gatinhos por aí, a gata de alguém teve gatinhos, a pessoa não quis e jogou fora, encontraram ele e a irmã dentro de um saco, resgataram e colocaram no site, prontos pra adoção.
Só quem viveu comigo o final de 2012 e começo de 2013 sabe como eu estava emocionalmente devastada. Entre uma auto estima que eu começava a reconstruir e todas as mudanças que me via obrigada a enfrentar, mudei de apartamento e decidi adotar um gato. O dono do meu apartamento cuidava de uma ong. O John estava lá.
Era dia 28 de fevereiro, um dia depois do meu aniversário e nós fomos assinar meu contrato (já levando a caixinha de transporte, o dono do apê tinha muitos gatos prontos pra adoção e iria me confiar um), enquanto meu pai cuidava da coisa chata, eu me sentei no chão e comecei a brincar com os gatinhos, entre um e outro que se aproximavam, o John veio com sua delicadeza característica (sempre) e subiu no meu ombro, coloquei ele no chão e levantei pra ver outros gatos um pouco depois ele, insistente (sempre), escalou minha calça (deus abençoe que eu estava de jeans nesse dia), minha camiseta e voltou pro meu ombro de onde, como vocês já devem saber, eu não deixei que saísse nunca mais.
Pouca gente entende eu achar tão importante o primeiro ano de um animal. Pouca gente também seria capaz de entender o relacionamento que eu desenvolvi com o John. Menos pessoas ainda entenderiam a gratidão que eu tenho para com ele. Os primeiros três meses dele foram no meu colo, os primeiros três meses dele foram me fazendo levantar, os primeiros três meses que ele passou em casa, foram dele me ensinando que eu podia ser de novo, que eu estava pronta. Foi uma ligação tão intensa que se formou, que eu não imagino mais minha vida em São Paulo sem o John por perto.
Esse mês (ou começo do mês que vem, não dá pra saber ao certo) meu neném faz um aninho. Eu não vou comprar mais a ração de bebê e logo (espero que não tão logo assim), ele vai deixar de ser demoninho pra ser um gato gordo e dorminhoco, mas o amor que nós temos... Ah, o amor que nós temos... Esse dura muitos aniversários ainda. :)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Carta ao Leitor
Leitor,
Eu quero dizer que entre outras, que algo está acontecendo o
tempo todo no mundo e uma pessoa comum, como eu, escreve um texto para
esclarecer o subconsciente coletivo das pessoas, que por mais negócio ilícitos
entre a India e o Casaquistão, continuamos fora da zona de influência do Euro.
Bom, a minha vida tem estado entre a cruz e a espada, e as
vezes, monótona e chata. Eu divido bem o meu tempo entre ser um ser
aparentemente normal, o que é extremamente desgastante, o que só pode ser bem
realizado, a base de morfina e outros opióides endógenos, e estar despertando
para uma realidade maior, que é a minha própria vida, que após um longo período
de coma profundo, me parece que resolveu abrir os olhos lentamente. Eu disse
lentamente, não corra gritar para as paredes, que eu despertei e estou andando
com as próprias pernas. Eu sei que você me ama desesperadamente e quer as
coisas rápidas, mas a vida não é assim.
O sol me parece voltou a brilhar como brilhava, começo a
gostar de ser o que eu era e tinha me esquecido de habitualmente ser. As
profundas convicções inconscientes de que eu necessitava desesperadamente me
punir a todo custo, aos poucos estão mais brandas. Estou na UTI, não se esqueça.
Mas me recordo dos bons tempos vividos, não como um passado que não voltará,
mas como algo vivo e forte, que o tempo não será capaz de apagar.
Guardo por ti um imenso carinho,
Yo
sábado, 3 de agosto de 2013
Let go
Deixar partir.É tão fácil falar,é tão bonito pensar no desapego.Agora desapegar de pessoas,ideias,planos,sonhos..é bem mais fácil na teoria.
Por que é tão difícil?Por que parece errado deixar velhos objetivos?Sinto que é como se estivesse traindo alguma coisa,como se estivesse fazendo algo muito errado.E não sei como construir coisas novas,parece que não posso,pois já havia planejado algo anterior,que nem cumpri.
Confusão.Angustia.
Aliás,como viver com um sentimento tão forte?Ver tantos problemas ignorados,tratados como coisinhas banais.Mas são problemas,vamos resolvê-lo?NÃO.
PORQUE NÃO.FIQUE QUIETA.AS COISAS SÃO ASSIM.ELAS SEMPRE FORAM ASSIM.
Agressão.
Não quero aceitar as coisas,não quero ficar quieta.
Não sei o que fazer.
Sei um pouco,na verdade.Tenho vontade de fazer,mas o bom senso (ou seria medo/vergonha?) me impede.
Alguém mais já sentiu vontade de rasgar o peito?Pra tudo o que está sufocando explodir.Vazar.
Vazar.
Vontade de ser bem radial.Cuspir palavras.
Vontade de ligar e berrar.
BERRAR.FAZER UM ESCÂNDALO.TODOS TÊM QUE SABER.Eles vão julgar.Vão culpar.Tenho medo.
Como vão reagir?
Como explicar?
O que ele vai fazer?
Tenho medo.
Mas tenho mais medo de deixar passar.
Não posso deixar passar.
Busco apoio,preciso de força.E é isso que espero.Um telefonema.
Ansiedade.
Por que é tão difícil?Por que parece errado deixar velhos objetivos?Sinto que é como se estivesse traindo alguma coisa,como se estivesse fazendo algo muito errado.E não sei como construir coisas novas,parece que não posso,pois já havia planejado algo anterior,que nem cumpri.
Confusão.Angustia.
Aliás,como viver com um sentimento tão forte?Ver tantos problemas ignorados,tratados como coisinhas banais.Mas são problemas,vamos resolvê-lo?NÃO.
PORQUE NÃO.FIQUE QUIETA.AS COISAS SÃO ASSIM.ELAS SEMPRE FORAM ASSIM.
Agressão.
Não quero aceitar as coisas,não quero ficar quieta.
Não sei o que fazer.
Sei um pouco,na verdade.Tenho vontade de fazer,mas o bom senso (ou seria medo/vergonha?) me impede.
Alguém mais já sentiu vontade de rasgar o peito?Pra tudo o que está sufocando explodir.Vazar.
Vazar.
Vontade de ser bem radial.Cuspir palavras.
Vontade de ligar e berrar.
BERRAR.FAZER UM ESCÂNDALO.TODOS TÊM QUE SABER.Eles vão julgar.Vão culpar.Tenho medo.
Como vão reagir?
Como explicar?
O que ele vai fazer?
Tenho medo.
Mas tenho mais medo de deixar passar.
Não posso deixar passar.
Busco apoio,preciso de força.E é isso que espero.Um telefonema.
Ansiedade.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Dia dos Namorados
Saí do trabalho hoje e precisei passar no mercado. Quando estava quase entrando, meu cadarço desamarrou. Abaixei para amarrar e comecei a prestar atenção na conversa de um casal que estava do meu lado.
Ele, transtornado, tentava lidar com o término aparentemente imposto por ela. Eu conhecia aquela conversa.
Desamarrei meus cadarços e comecei a amarrar de novo, só pra poder ouvir mais. Era igual, o mesmo roteiro, os mesmos pedidos, as promessas.
Desamarrei meus cadarços e comecei a amarrar de novo, só pra poder ouvir mais. Era igual, o mesmo roteiro, os mesmos pedidos, as promessas.
Mudei o pé só para ouvir a pior parte, ele disse: "tá, então me olha nos olhos e diz que não me ama mais.". Se eu tivesse como voltar no tempo, eu puxaria o motoqueiro pelo braço e levaria ele comigo até novembro do ano passado, só pra ele me ver fazendo o mesmo pedido e saber qual era o final, minha vontade era entrar pulando naquela cena, me fazer de nova namorada do motoqueiro e ajudar ele a sair daquela conversa de dignidade, sei lá, tudo, menos deixar aquilo acontecer.
Ela falou. Virou as costas. Saiu andando.
Eu me levantei, mas olhei pro motoqueiro. Ele olhava pras costas dela, fungou algumas vezes, colocou o capacete e foi embora também.
Ainda desiludida e inundada por essas lembranças de como acaba o amor entrei no supermercado.
Bem na entrada, sou recepcionada por um expositório cheio de chocolates importados e caixas de bombons, dois seguranças conversavam sobre o dia dos namorados e chocolates. Peguei um chocolate pra mim, olhei para os seguranças e disse: "o que os publicitários não sabem, é que as vendas de chocolate aumentam tanto nessa data, graças às pessoas que não tem um namorado.". Pra completar a pose de mal amada, ainda tinha entrado lá só pra comprar ração pro John (nada diz mais "você é solteira" do que sair de um mercado com 7 latas de whiskas...).
Ao passar no caixa, a moça me avisa que meu chocolate já está pago, pergunto por quem, ela aponta o segurança com a cabeça.
Pago a ração do gato e vou agradecer ao segurança pela gentileza, ele me deseja boa noite e fala: "Você é uma moça bonita demais pra ter qualquer namorado".
Porque mesmo quando você acha que não tem mais jeito pro amor, ele dá um tapa na sua nuca e fala:
"Eu estou em todo lugar."
Feliz dia dos namorados adiantado tartaruguinhas :)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Texto maluco de declaração de saudade
Na vibe de ensaios pra uma escrita, de textos malucos para esvaziar o silêncio desse blog, venho aqui dizer que estamos em sintonia de alma e olhar.
Também quero dizer que quando volto pra Marília, tudo volta junto. =)
Beijins
Também quero dizer que quando volto pra Marília, tudo volta junto. =)
Beijins
domingo, 12 de maio de 2013
Texto maluco de quem ainda não dormiu
Eu queria poder e abraçar o mundo com os dois braços e acalentar tudo isso que incomoda.
Eu queria conseguir falar sempre as coisas certas pra fazer com que as pessoas que eu me importo não estivessem tristes.
Eu queria ser capaz de colocar no meu bolso todo mundo que eu não quero que se machuque e carregar por aí.
Eu queria que da minha boca saísse aquilo que eu estou sentindo e não aquelas coisas que eu me programo pra dizer.
Eu queria fazer um cafuné agora até você dormir e te falar que tanto faz como vai ser amanhã, me abraça e deixa ser hoje.
Eu queria ter um teletransporte, um carro, um avião, uma aeronave, um trem, um barco, um iate, um patins, um patinete, uma bicicleta... Qualquer coisa que pudesse me levar pra onde eu preciso estar, qualquer coisa que me permitisse fazer mais do que isso.
Eu queria que o mundo não fosse tão grande, eu queria poder percorrer ele a pé.
Eu queria conseguir entender essa angústia, essa coisa que me puxa, me chama, me deixa ver o tempo passar torcendo pras coisas ficarem melhores.
Eu queria ser mais do que eu sou, ou entender o que eu sou, eu queria...
Eu queria ir até o fim pra ver onde chegar, eu queria ter a certeza que eu não tenho, eu queria tanta coisa.
Mas agora, nesse instante, enquanto eu digito um monte de coisas que não sei se fazem sentido e olho pra fora e vejo o sol nascer, eu só quero estar ali vendo o sol nascer do mesmo lugar que você.
Eu queria conseguir falar sempre as coisas certas pra fazer com que as pessoas que eu me importo não estivessem tristes.
Eu queria ser capaz de colocar no meu bolso todo mundo que eu não quero que se machuque e carregar por aí.
Eu queria que da minha boca saísse aquilo que eu estou sentindo e não aquelas coisas que eu me programo pra dizer.
Eu queria fazer um cafuné agora até você dormir e te falar que tanto faz como vai ser amanhã, me abraça e deixa ser hoje.
Eu queria ter um teletransporte, um carro, um avião, uma aeronave, um trem, um barco, um iate, um patins, um patinete, uma bicicleta... Qualquer coisa que pudesse me levar pra onde eu preciso estar, qualquer coisa que me permitisse fazer mais do que isso.
Eu queria que o mundo não fosse tão grande, eu queria poder percorrer ele a pé.
Eu queria conseguir entender essa angústia, essa coisa que me puxa, me chama, me deixa ver o tempo passar torcendo pras coisas ficarem melhores.
Eu queria ser mais do que eu sou, ou entender o que eu sou, eu queria...
Eu queria ir até o fim pra ver onde chegar, eu queria ter a certeza que eu não tenho, eu queria tanta coisa.
Mas agora, nesse instante, enquanto eu digito um monte de coisas que não sei se fazem sentido e olho pra fora e vejo o sol nascer, eu só quero estar ali vendo o sol nascer do mesmo lugar que você.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Como sempre,um texto maluco.
Eu deveria estar dormindo.
Eu deveria estar com os dentes escovados,de banho tomado e dormindo.
Por que não estou?
Alguma coisa não me deixa.Essa coisa não tem me deixado viver nos últimos tempos,não muito,talvez um mês.
E estou consciente disso,sabia que aconteceria,escolhi passar por isso.Em todos os momentos anteriores de estranhamento,repeti pra mim mesma que era assim mesmo,que tinha que ser.Era necessário.
Pra quê?Crescer?Sair da zona de conforto?
Acho que sim.Não me arrependo,foi um mês de desafio aos meus medos.Olhei pra todos eles e disse: POSSO.Fiz,realizei.
Mas agora,já começo a me cansar.Não quero voltar pro conforto antigo,mas preciso de uma parada.Ou algo assim.
É uma questão física.Como mal,durmo mal,minha pele é o maior indicativo do estresse.Me sinto dispersa,meio que fazendo tudo correndo,percebendo as coisas na última hora.
Tem mais uma coisa.Algo que não tinha previsto.Ou será que tinha?
Ele.Ele que apareceu na minha vida de um jeito discreto e de repente se jogou na minha frente e nunca mais esqueci dele.
Passou a estar em meus sonhos e eles se realizaram.Há um mês temos alguma coisa.Preciso dizer a ele,dizer que gosto dele.Sinceramente gosto.Mas não tenho energia pra construir algo mais.
Então penso que ele talvez não queira também e portanto não preciso tocar nesse assunto que nem sei como começar.
Você tem que falar.
Mas agora,você tem que dormir.
Eu deveria estar com os dentes escovados,de banho tomado e dormindo.
Por que não estou?
Alguma coisa não me deixa.Essa coisa não tem me deixado viver nos últimos tempos,não muito,talvez um mês.
E estou consciente disso,sabia que aconteceria,escolhi passar por isso.Em todos os momentos anteriores de estranhamento,repeti pra mim mesma que era assim mesmo,que tinha que ser.Era necessário.
Pra quê?Crescer?Sair da zona de conforto?
Acho que sim.Não me arrependo,foi um mês de desafio aos meus medos.Olhei pra todos eles e disse: POSSO.Fiz,realizei.
Mas agora,já começo a me cansar.Não quero voltar pro conforto antigo,mas preciso de uma parada.Ou algo assim.
É uma questão física.Como mal,durmo mal,minha pele é o maior indicativo do estresse.Me sinto dispersa,meio que fazendo tudo correndo,percebendo as coisas na última hora.
Tem mais uma coisa.Algo que não tinha previsto.Ou será que tinha?
Ele.Ele que apareceu na minha vida de um jeito discreto e de repente se jogou na minha frente e nunca mais esqueci dele.
Passou a estar em meus sonhos e eles se realizaram.Há um mês temos alguma coisa.Preciso dizer a ele,dizer que gosto dele.Sinceramente gosto.Mas não tenho energia pra construir algo mais.
Então penso que ele talvez não queira também e portanto não preciso tocar nesse assunto que nem sei como começar.
Você tem que falar.
Mas agora,você tem que dormir.
quarta-feira, 13 de março de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
domingo, 23 de dezembro de 2012
Um pouquinho de aleatoriedades pra vcs
favor não buscar sentido em qualquer porção do conteúdo do presente vídeo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
:@
postagem extremamente aleatória só pra eu expressar a raiva e a tensão que sinto nesse exato momento
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
me sinto melhor (:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
me sinto melhor (:
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Não sei se xingo vocês ou se fico só olhando e vou embora daqui
Oi, minha vida tá uma merda (podia ser pior, eu sei, valeu, brigado), mas e aí, né? Quem liga?
32 dias pro fim da humanidade, tâmo aí, é nóis.
Não vai ter rave do fim do mundo
Se muito, eu vou estar afogado na minha cama com a Srta. M.S. Bebê
SE MUITO
Eu não quero mais viver nesse mundo
A humanidade fodeu dahora esse mundo e eu não quero mais viver nele
Quero sair por aí e explodir umas coisas, só de zua
Só de brinks, pegar uma arma e ver quantas pessoas eu consigo tirar do mundo
(Meu Deus, será que tenho depressão? O:)
Não sei, foda-se
Fodam-se vocês, foda-se tudo
Jesus Homem tinha que assumir logo ser o Anti-Cristo e boa
EXPIATION!
O que vocês vão querer salvar na hora que tudo desabar?
32 dias pro fim da humanidade, tâmo aí, é nóis.
Não vai ter rave do fim do mundo
Se muito, eu vou estar afogado na minha cama com a Srta. M.S. Bebê
SE MUITO
Eu não quero mais viver nesse mundo
A humanidade fodeu dahora esse mundo e eu não quero mais viver nele
Quero sair por aí e explodir umas coisas, só de zua
Só de brinks, pegar uma arma e ver quantas pessoas eu consigo tirar do mundo
(Meu Deus, será que tenho depressão? O:)
Não sei, foda-se
Fodam-se vocês, foda-se tudo
Jesus Homem tinha que assumir logo ser o Anti-Cristo e boa
EXPIATION!
O que vocês vão querer salvar na hora que tudo desabar?
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Serenidade
Alguém me falou isso: 'tenha serenidade'.
Não procure, não ligue, não chore, não se entupa de doces, se concentra na faculdade, corta o cabelo, faz as unhas, aumenta essa auto estima, liga uma música que você goste, lê um livro, saia com os amigos, compras, roupas novas, passeios, um parque, um lugar tranquilo, dorme...
E todos os outros conselhos. Todo mundo sabe o que deve fazer. O que seria certo, o que seria errado, a grande fórmula. Eu não sei.
O serenidade (ou calma, ou paciência, ou dar tempo ao tempo, ou tudo tem sua hora) foi o que eu mais escutei. Não gosto.
Quem quer ser sereno nessas horas? Eu não quero. Eu quero minha liberdade para me descabelar, chorar, fazer 30 ligações, me sentir um lixo, me entupir de sorvete, ficar louca... Clichezaço, mas que se foda, o negócio inteiro foi clichê, eu gosto do clichê.
Mas não. Serenidade. Calma. Paciência.
"Já estou cheio de me sentir vazio"... É mais ou menos isso. Olha só como é a vida, estava seguindo um dos (muitos) conselhos e fui ouvir uma música que eu goste. Fodeu. Renato Russo é um merda para essas horas, não importa o quanto eu goste dele.
Não quero ser serena, mas também fico me sentindo ridícula se sou louca. Vocês já viram isso? Eu começo a chorar, ando até o espelho e falo pra ela (a menina do espelho) parar com aquilo. Ela para. Eu não queria parar, mas me envergonho de sentir tudo isso. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não gosto.
Aí vem algum idiota e me fala que eu sou forte. Eu não sou forte, eu nunca fui forte. Eu quero acreditar nessa imagem besta que eu passo, mas é mentirinha. Eu sou fraca, fraca e fico o tempo todo aqui desejando colo de papai e mamãe. É crime sofrer tanto assim por isso? Ficar torcendo pra ser um pesadelo? É idiota levar tudo isso de forma tão trágica quando tem gente morrendo, passando fome, frio, agressão, assassinato e todas as outras mazelas que tem por aí?
Sei lá. Sempre fui contra esse esquema de comparar sofrimentos 'seu sofrimento é idiota porque a pessoa do outro lado da rua passa fome e fulana está com câncer'. Não é assim. É tudo sofrimento e, para quem passa por isso, o sofrimento com certeza é o maior do mundo. Pode ser uma unha quebrada, uma perna, um coração...
O esquema é que tudo isso tem conserto se você mantiver a serenidade (haha). Mas não me fala isso agora, tá? Me dá uma semana, um mês, um ano... Aí eu acredito. Mas agora não. Agora não tem conserto, não tem jeito, aprazolam, rivotril, chocolate, conversa ou choro que conserte. Agora está tudo quebrado.
E vai ser assim por um tempo. Quanto? Sei lá. Será que é assim pra todo mundo?
Não procure, não ligue, não chore, não se entupa de doces, se concentra na faculdade, corta o cabelo, faz as unhas, aumenta essa auto estima, liga uma música que você goste, lê um livro, saia com os amigos, compras, roupas novas, passeios, um parque, um lugar tranquilo, dorme...
E todos os outros conselhos. Todo mundo sabe o que deve fazer. O que seria certo, o que seria errado, a grande fórmula. Eu não sei.
O serenidade (ou calma, ou paciência, ou dar tempo ao tempo, ou tudo tem sua hora) foi o que eu mais escutei. Não gosto.
Quem quer ser sereno nessas horas? Eu não quero. Eu quero minha liberdade para me descabelar, chorar, fazer 30 ligações, me sentir um lixo, me entupir de sorvete, ficar louca... Clichezaço, mas que se foda, o negócio inteiro foi clichê, eu gosto do clichê.
Mas não. Serenidade. Calma. Paciência.
"Já estou cheio de me sentir vazio"... É mais ou menos isso. Olha só como é a vida, estava seguindo um dos (muitos) conselhos e fui ouvir uma música que eu goste. Fodeu. Renato Russo é um merda para essas horas, não importa o quanto eu goste dele.
Não quero ser serena, mas também fico me sentindo ridícula se sou louca. Vocês já viram isso? Eu começo a chorar, ando até o espelho e falo pra ela (a menina do espelho) parar com aquilo. Ela para. Eu não queria parar, mas me envergonho de sentir tudo isso. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não gosto.
Aí vem algum idiota e me fala que eu sou forte. Eu não sou forte, eu nunca fui forte. Eu quero acreditar nessa imagem besta que eu passo, mas é mentirinha. Eu sou fraca, fraca e fico o tempo todo aqui desejando colo de papai e mamãe. É crime sofrer tanto assim por isso? Ficar torcendo pra ser um pesadelo? É idiota levar tudo isso de forma tão trágica quando tem gente morrendo, passando fome, frio, agressão, assassinato e todas as outras mazelas que tem por aí?
Sei lá. Sempre fui contra esse esquema de comparar sofrimentos 'seu sofrimento é idiota porque a pessoa do outro lado da rua passa fome e fulana está com câncer'. Não é assim. É tudo sofrimento e, para quem passa por isso, o sofrimento com certeza é o maior do mundo. Pode ser uma unha quebrada, uma perna, um coração...
O esquema é que tudo isso tem conserto se você mantiver a serenidade (haha). Mas não me fala isso agora, tá? Me dá uma semana, um mês, um ano... Aí eu acredito. Mas agora não. Agora não tem conserto, não tem jeito, aprazolam, rivotril, chocolate, conversa ou choro que conserte. Agora está tudo quebrado.
E vai ser assim por um tempo. Quanto? Sei lá. Será que é assim pra todo mundo?
sábado, 20 de outubro de 2012
Texto maluco do Chala - \o\ |o| /o/
Escrevi um diário, nele guardo toda a minha vida. Mas são só palavras, não é? A vida mesmo acabou, não há mais vida sem corporalidade, não há espírito sem existência. Ando escrevendo sobre algo sem corpo, logo não é vivo. Mas que é então?
Não é que eu seja o Brás Cubas, escrevo vivo, mas, penso, que é a vida, afinal? O presente? O pessoal do Yoga gosta disso. Eu também gosto... Ater-se ao presente é o que temos para hoje, afinal...
Têm uns aí que dizem que o passado vive em nós. Outros, mais chiques, gostam de falar de internalização (dos sentimentos, da moral, da razão...). Mas o passado... o passado passou, meu deus! Inventem outra palavra pra isso!
Na intenção de gozar tudo que vivi, escrevo e acabo por sentir todas as lacunas; as vivências... a história pessoal, tudo está se perdendo, "feito lágrimas na chuva"...
vem o papel... eu escrevo o que lembro e sinto o que não lembro
vem o diário... eu lembro o que escrevo e tento esquecer que esqueci
mas não dá, o que esqueci é muito... muito mais...
as presenças são irrelevantes enquanto as ausências andam a me devorar
Bem, só sei que às vezes é mais difícil escrever sobre mim do que sobre você: você é tão simples, tão, mas tããão simples, comparado a mim...
Não? É verdade, não é não... você me contou... às vezes eu esqueço o inferno que é ser você. Comigo é assim, acho. Não lembro direito... talvez, se lembrasse, eu ficasse mais simples... e você também.
domingo, 7 de outubro de 2012
O Texto maluco da Lídia e agregadas
Bom,era um dia normal.
Normal assim,muitos compromissos,agenda cheia.Então de repente,não mais que de repente,do riso fez-se o espanto ou qualquer coisa assim.
Passada,passada,passada.
Você já quis tanto ajudar uma pessoa que não ajudou?ou achou que não ajudou,porque não falou mais com ela o dia todo e não sabe como ela se sente?(além de muito mal,porque né,de repente não mais que de repente)
Já.Hoje mesmo aconteceu isso.
Eu queria resolver tudo,ter aquela fórmula mágica que resolveria todos os problemas.Todos.
A pessoa ficou muito muito muito triste,chegou nimim,contou,respondo,resolvo.
VOLTANDO PRA REALIDADE.
Não é assim.Não resolvo nada,distribuo abraços.É a reação mais sincera que consigo expressar.Lá no fundo,estou sofrendo junto,a garganta torcida,segurando a vontade de chorar.Ou as vezes chorando mesmo,porque é muito.
O que acontece nessa vida?vem e vai,vai e vem,não nos damos conta,o que acontece?de repente,não mais que de repente as pessoas saíram de nossas vidas,nos separamos,e porque?porque não dá certo?porque não pode ser eterno?odeio amor romântico,luto contra ele todos os dias e parem de me dizer que é impossível.
Ah,é mesmo uma loucura.
Não se perca,não se confunda.Agarre-se em nós.
[Abraço forte]
o que seria de mim sem vocês?
e de vocês sem mim?
a dúvida é uma benção?
preciso dormir mas não dá.espero um sinal,me sinto responsável.
Você tem problemas,já te disseram isso?
Algumas vezes.
O que você espera?
O que você espera?
O que você espera?
E de repente não tenho ideias pro futuro,o mundo acaba em dois meses,esse é meu futuro.
Mas ainda assim,não há futuro,não há expectativas,só ignorância.Sou ignorante e minúscula diante da vontade de Deus,do Universo,da Deusa,do Destino,do Bule Voador ou qualquer que seja a coisa rege esse movimento.
Não consigo conviver com a orquestra sem maestro,porque o caos ainda me parece organizado,embora pareça/seja injusto.Ainda acredito que dá pra desfazer o nó imenso que são todas essas vidas juntas e misturadas,esses milhares de pensamentos,desejos e loucuras entrelaçados que formam a humanidade.
Que madrugada de sábado!pura diversão e alegria.
Não dava pra passar sem essa.
Cadê a borda?
será que já alcancei e não percebi?será que não é pra alcançar,mas pra nadar mais ou menos calma tentando respirar e sobreviver aos gritos impacientes da professora (sim,no meu caso é uma professora e ela se chama Kelly e não é heterônimo)
O que é toda essa vida?
eu não sei.Viva com Isso =)
Normal assim,muitos compromissos,agenda cheia.Então de repente,não mais que de repente,do riso fez-se o espanto ou qualquer coisa assim.
Passada,passada,passada.
Você já quis tanto ajudar uma pessoa que não ajudou?ou achou que não ajudou,porque não falou mais com ela o dia todo e não sabe como ela se sente?(além de muito mal,porque né,de repente não mais que de repente)
Já.Hoje mesmo aconteceu isso.
Eu queria resolver tudo,ter aquela fórmula mágica que resolveria todos os problemas.Todos.
A pessoa ficou muito muito muito triste,chegou nimim,contou,respondo,resolvo.
VOLTANDO PRA REALIDADE.
Não é assim.Não resolvo nada,distribuo abraços.É a reação mais sincera que consigo expressar.Lá no fundo,estou sofrendo junto,a garganta torcida,segurando a vontade de chorar.Ou as vezes chorando mesmo,porque é muito.
O que acontece nessa vida?vem e vai,vai e vem,não nos damos conta,o que acontece?de repente,não mais que de repente as pessoas saíram de nossas vidas,nos separamos,e porque?porque não dá certo?porque não pode ser eterno?odeio amor romântico,luto contra ele todos os dias e parem de me dizer que é impossível.
Ah,é mesmo uma loucura.
Não se perca,não se confunda.Agarre-se em nós.
[Abraço forte]
o que seria de mim sem vocês?
e de vocês sem mim?
a dúvida é uma benção?
preciso dormir mas não dá.espero um sinal,me sinto responsável.
Você tem problemas,já te disseram isso?
Algumas vezes.
O que você espera?
O que você espera?
O que você espera?
E de repente não tenho ideias pro futuro,o mundo acaba em dois meses,esse é meu futuro.
Mas ainda assim,não há futuro,não há expectativas,só ignorância.Sou ignorante e minúscula diante da vontade de Deus,do Universo,da Deusa,do Destino,do Bule Voador ou qualquer que seja a coisa rege esse movimento.
Não consigo conviver com a orquestra sem maestro,porque o caos ainda me parece organizado,embora pareça/seja injusto.Ainda acredito que dá pra desfazer o nó imenso que são todas essas vidas juntas e misturadas,esses milhares de pensamentos,desejos e loucuras entrelaçados que formam a humanidade.
Que madrugada de sábado!pura diversão e alegria.
Não dava pra passar sem essa.
Cadê a borda?
será que já alcancei e não percebi?será que não é pra alcançar,mas pra nadar mais ou menos calma tentando respirar e sobreviver aos gritos impacientes da professora (sim,no meu caso é uma professora e ela se chama Kelly e não é heterônimo)
O que é toda essa vida?
eu não sei.Viva com Isso =)
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
The story of Rocky there
The Beatles were all over town.
... era uma cidade pacata no interior de Dakota nos Estados Unidos, sustentava-se como varias outras cidades ao seu redor com a produção de cevada, mas esse ano as coisas não iam bem, não com tantos besouros atacando a produção.
Rocky chegava mais uma vez a sua casa, o por do sol as suas costas, fazendo sua nuca esquentar. Ele estava feliz por aqueles raios de sol pois logo ficaria muito frio, e este inverno ia ser duro. Os malditos besouros estavam comendo toda a produção e ele não sabia como ia se virar.
Seu pai sempre soube o que fazer, mesmo nos momentos mais difíceis Rocky sempre via ele achar uma saída Como aquele ano em que o inverno veio antes da colheita e eles ficaram sem nada, ele ainda podia ver seu pai saindo de casa com a arma nas costas para voltar dali 3 dias com uma caça nas costas. Mas Rocky não sabia caçar, nunca fora bom com uma arma sua mão sempre tremia na hora do tiro. Bom, o veneno que Paul o tinha vendido teria que dar conta dos besouros, ou Rocky ia ter que aprender a usar uma arma com a barriga vazia.
Ele abriu a porta de casa esperando o ar quente e o cheiro agradável do jantar, mas só encontrou escuridão e frio. A casa estava vazia, e parecia que estava assim a um bom tempo, a louça do café da manha que Rocky tomou ao acordar ainda estava na pia, onde ele havia deixado mas agora com alguns besouros se alimentando das migalhas.
As coisas não faziam sentido, ao sair de casa Magil ainda estava dormindo, Rocky lembra de ter querido lhe beijar antes de sair para o campo, mas havia achado melhor não acorda-lha, onde ela poderia ter ido ? Eles não tinham brigado, ela andava meio distante esse últimos tempos, mas ele achou que não era nada de anormal, você sabe: coisas de mulher.
Ao chegar ao quarto, ele viu sobre o criado mudo uma carta com o escrito "Rocky Racoon" na bela letra ondulada de Magil.
Antes de chegar ao fim do papel as lagrimas ja escorriam pelo rosto sujo do jovem fazendeiro, Rocky sentia como se tivesse tomado um soco no olho. Ele caio na cama e deixou que as lagrimas escorressem, na sua mente a imagem de sua amada saindo de casa e deixando-o só foram embora quando ele começou a pensar no rosto do filho da puta que havia levado ela embora, quando no meio da noite as lagrimas pararam Rocky só conseguia pensar em uma coisa
" I'm gonna get that boy."
domingo, 23 de setembro de 2012
só
Omissão que leva para o inferno (segundo minha criação católica)
Egocentrismo que leva a ruína do seu auto-conhecimento (segundo meu conhecimento zen)
Controle e possessividade que faz com que todos se afastem...
Parece que estou falando do Henrique III de Xeiquisper...mas para que ester rei coxo suba ao trono todo o resto era apático ou temeroso.
Egocentrismo que leva a ruína do seu auto-conhecimento (segundo meu conhecimento zen)
Controle e possessividade que faz com que todos se afastem...
Parece que estou falando do Henrique III de Xeiquisper...mas para que ester rei coxo suba ao trono todo o resto era apático ou temeroso.
domingo, 2 de setembro de 2012
O meu texto maluco
O meu
texto maluco.
Era uma vez
uma garota chamada Gisele, ela era casada com um mergulhador australiano e
morava na Austrália. Sua casa era em estilo inglês do século dezenove herdada
do avô de Mike, seu marido, com lustres de cristais e papéis de parede de rosas
douradas, com duas poltronas afrancesadas na sala e duas cortinas vermelhas que
brilhavam como fogo nos dias de festejos. No entanto, apesar das aparências de
luxo e austeridade, Mike usava drogas e batia em Gisele.
Ela tinha
nascido em Quixeramobim, no Ceará, gostava de Baião e comprou uma caixa de
cervejas para seu primo índio, Maicon Jackson, que como ela era descendente dos
índios quiraxás. No meio de um festejo de Santo Antônio dos Milagres, que tinha
música boa de Jackson do Pandeiro, e uma fogueira alta feito de cactos e
arbustos espinhentos, que abundavam na Caatinga.
Neste dia,
Gisele conheceu um estrangeiro de nome Mike, que era australiano, e que estava
em busca de um rabo de saia naquele sertão profundo. Neste dia, ela largou seu
Maicon índio, que embora fosse apaixonado por ela, não tinha o atrativo do
rapaz estrangeiro. O australiano gamou na bela Gisele, que não era a Bundchen,
mas tinha belas curvas, para deixar qualquer homem de cabeça virada. Ficaram,
namoraram e casaram em pouco tempo, e ela adorou a ideia de ir para a
Austrália. Era corajosa e queria ser rica. No começo, não sentiu medo de nada,
e nem falta da tia-avó que a havia criado, nem do primo que gostava de
beijá-la.
O problema
é que ele batia nela, e ela contava para todas as suas amigas australianas, sem
que as mesmas entendessem uma palavra do que dizia, apenas riam.
Era algo
sério. Sim muito sério. Mas a estupidez e o amor são casados indissoluvelmente
e no caso de Gisele o que mais chocava era o seu deslumbramento. Se apaixonou
por Mike, e por seu relógio, calças e por sua cor branquinha, da qual ela tinha
o maior orgulho. Por quê?
Gisele só se deu conta do que havia
feito, quando estava numa casa bem grande, sozinha, sem o seu primo, que tinha
um chamego bom, e sem a sua tia- avó. Não sabia inglês, nem espanhol, nem
alemão.
Estava aprendendo inglês, mas Mike
dominava bem o Português e se comunicavam assim. Então ela pensou. Ele é louco? Para
casar com uma cabocla como eu sem instrução. Ela bem tinha quarta série, e
queria fazer o colégio (quem sabe um dia?), mas ele era um rapaz distinto,
divertido. Só isso. Ela conhecia bem o que rolava entre quatro paredes e
gostava, mas só isso. E a sua vida? Se bem que ela não achasse que tivesse
vida no sertão, trabalhando no bordado, de sol a sol. Mas se bem que tivesse
uma liberdade de sair à noitinha pela vila, em busca de um namoro. Agora estava
sozinha feito tatu assustado no meio das velhas mobílias e molduras de quadros
abstratos e de rostos assustados, dos retratos da família do marido. Ela às vezes
se perguntava se aquilo que ela via de fato existia ou não.
O marido batia nela e até que ela
gostava, lembrava do seu velho pai do qual tinha saudades e ficava satisfeita
com isso, mas não era só. O marido cheirava um pó branco, que ela bem ouvira
falar dos moleques sem vergonhas, que vinham da capital. O pó, ela suspeitava,
era abastecido pelo homem sombrio de óculos escuros, que batia alto na porta e
falava rápido demais. Ela sabia que boa coisa não era. Ele ficava vermelho e
batia nela e chorava. E falava coisas sem sentido. Que ela não compreendia.
E assim se seguia dia após dia, e
nenhuma contradição, ela tinha as amigas alegres, da ONG do marido, que salvava
os corais do Pacífico. Até aprendeu a mergulhar, mas tinha medo de morrer no
meio do mar e não ser enterrada.
E falando em morrer, um dia seu
marido morreu, em cima dela na cama, com os olhos vermelhos como fogo, como ela
poderia esquecer. Ela se desesperou, Ligou para as amigas e elas cuidaram de
tudo. Ela nem sequer existia naquele momento. E o marido também não. Pediu pelo amor de Santo Antônio dos Milagres
para botar ela de novo no sertão do Ceará, que lá ela vivia e tinha suas
alegrias e suas vontades atendidas, e olhava para o céu preto e via a
escuridão. Queria o primo de novo e o seu chamego bom.
E foi feita a sua vontade, após
acertar o inventário, foi-se embora para Quixeramobim. Decidiu-se por casar-se
com o primo, de branco na Igrejinha, mas foi-se embora para a capital depois de
breve período. Abriu um quiosque e junto com o marido vendia bordados na praia.
Gostava do mar e dos turistas.
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